Respeito ao leitor
O Manual de Redação do Jornalismo Indígena, lançado há pouco na Câmara Federal, é uma ferramenta obrigatória não só para jornalistas, mas também para historiadores e professores. Não se pode abordar assuntos indígenas sem determinar sobre qual povo se trata. É inaceitável que as crianças saiam da escola crendo que exista uma só família indígena em todo o país. Na escola, na imprensa, na história, as distinções são essenciais tanto para a melhor narração quanto para a informação mais correta.
O ponto mais importante desse manual é ele ser uma obra coletiva de jornalistas indígenas. Não são, como sempre foi no passado, jornalistas brancos tentando sintetizar ou detalhar assuntos dos povos originários: são indígenas que no curso de seus estudos decidiram se tornar profissionais de imprensa.
A iniciativa, da Articulação Brasileira de Indígenas Jornalistas (Abrinjor), vem favorecer a jornalistas e escritores escrever mais adequadamente sobre nossos povos e seus costumes e com isso servir de apoio às inciativas acadêmicas no sentido de maior precisão ao tratar de seus assuntos - em última análise, o emprego do manual pelos profissionais da comunicação, da ciência e da educação vai determinar um público mais bem informado.
É o leitor obtendo a melhor informação nos jornais e o estudante aprendendo que a diversidade étnica é essencial para compreender a realidade dos nossos povos.
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Uma reação
Considerados inicialmente "cabaços" (inexperientes e atrapalhados) na campanha eleitoral rumo ao Palácio Rio Madeira, sede do governo de Rondônia, os candidatos Expedito Neto (PT) e Pedro Abibd (MDB) reagiram proporcionando melhores participações nas sabatinas e performances nos debates televisivos e radiofônicos. Neto pecava muito inicialmente no campo ideológico e até se dizia um conservador, num partido de esquerda e do campo progressista. Abib muito ansioso nos primeiros debates. Os ex-cabaços entram na reta final com mais desenvoltura e com suas campanhas crescendo.
A grande surpresa
Considero como uma das surpresas desta campanha, o jovem professor Pedro Abib candidato do MDB. Se conseguir dar uma demonstração de força nos últimos dias de campanha e engajamento de lideranças tradicionais que estão divididas, Abib chegará em 4 de outubro com melhores chances. Só não cresceu mais ainda pelo divisionismo emedebista. A jovem liderança tem futuro, pode ser um prefeito ou um deputado federal mais à frente. Já, Expedito Neto visivelmente se mostra melhor preparado do que no início da campanha, talvez ensaiado por Expedito Painho. Aposta em colar nos 30 por cento de intenções de votos de Lula em Rondônia. Se passar dos 20 por cento terá alguma chance de chegar ao segundo turno.
Próximos debates
Talvez percebendo os prejuízos causados pela sua ausência no debate realizado pelo Rondôniaaovivo, que foi sucesso de público e de audiência, angariando alcunha de "fujão", o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves confirmou sua presença nos próximos encontros televisivos em Rondônia, como o da TV Rondônia, no próximo dia 29. Se voltar a comparecer as sabatinas com a cara cansada e sonolenta, gerando má impressão, e de debates onde esquece das coisas, ele vira presa fácil para os adversários. Justamente ele que era um campeão em debates.
Campanha redondinha
Por seu turno, o líder das pesquisas contraditórias, o senador Marcos Rogério (PL) rem uma campanha redondinha. Calça as sandálias da humildade, e nos debates trata gentilmente os concorrentes, evitando sapatear em cima dos concorrentes como fez nos confrontos com o governador Marcos Rocha nas eleições passadas. Como humilhar nos adversários não se mostrou uma boa estratégia, Rogério contemporiza as discussões, não se mostra ofensivo, trata dos ataques recebidos com serenidade. No atual quadro não precisava ser favorecido por pesquisas forjadas, como aquela que lhe atribui mais de 50 por cento as intenções de votos. É favorito para ganhar o CPA Rio Madeira impulsionado pelo bolsonarismo rondoniense, mas não escapa de um segundo turno acirrado.
Agora, o voto útil
Quero chamar atenção dos rondonienses sobre alguns aspectos nesta reta final de campanha. O primeiro deles é a tradição neste estado da eleição virar de cabeça para baixo nos últimos dias e da aparição de zebras. Já teria uma delas trotando, escoiceando e surpreendendo do Areal a Vila Mariana em Porto Velho. Ao mesmo tempo começa a entrar em campo o voto útil, o eleitor de centro, esquerda e não bolsonarista, começa a definir quem será o candidato em condições de derrotar o favorito da temporada. Com isto, algum candidato adversário de Marcos Rogério pode arrastar para si uma espécie de efeito manada e chegando no dia da eleição vitaminado para o segundo turno.
Opção indigesta
Já que se sabe seguramente que teremos eleições em dois turnos em Rondônia, e que o representante bolsonarista M. Rogério já está garantido conforme as sondagens eleitorais para a próxima etapa, mas o eleitor fica se perguntando qual seria a opção mais indigesta para o favorito cair do cavalo no segundo turno. Considero, na minha pesquisa de campo, a opção mais segura para esta virada, o ex-prefeito Hildon Chaves. Seria o nome em melhor condição de unificar o sentimento para a derrubada de Rogerio. Porque? No segundo turno Hildon seguramente teria uma vitória arrasadora contra Rogério na capital, também teria ao seu lado toda a esquerda que odeia o bolsonarismo, além dos outros partidos, pois sabe-se que o próprio governador Marcos Rocha jamais apoiaria Rogerio no segundo turno, por exemplo.
Via Direta
*** Ampliando a programação dos festejos referentes aos 112 anos de criação do município de Porto Velho, a população terá passeios turísticos no Rio Madeira no início de outubro *** Em algumas áreas do Madeirão poderão ser observados as chamadas "praias do arroto", concentração de areia devido a redução do nível das águas do principal afluente a margem direita do Rio Amazonas *** Com apoio do ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria, que postula o cargo de governador e de sua esposa Joliane em Cacoal e do ex-governador Ivo Cassol na região de Rolim de Moura, a ex-deputada federal Mariana Carvalho reforçou sua candidatura ao Senado no interior do estado *** A peleja ao Senado vivencia um ritmo acirrado.
Leandro Mazzini