José Cruz/Agência Brasil
O pagamento do abono salarial do PIS e Pasep 2026 - realizado anualmente aos trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos com base no salário mínimo - começará a ser feito em fevereiro. Neste ano, porém, passam a valer as novas regras para acesso ao benefício.
Atualmente, o abono salarial é pago a quem recebe até dois salários mínimos. Neste ano, o critério começará a ser reduzido gradualmente até atingir 1,5 salário mínimo por volta de 2035.
Com as mudanças, a renda inicial para que os trabalhadores possam receber o benefício será limitada em R$ 2.640,00 e o abono salarial passará a ser reajustado anualmente pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).
Em 2026, para ter direito ao benefício é necessário:
O mês para recebimento do abono salarial varia de forma escalonada até agosto, conforme a data de nascimento do trabalhador. Os nascidos em janeiro devem receber o benefício em 15 de fevereiro.
O dinheiro ficará disponível até o último dia útil bancário de 2026.
O calendário do abono salarial 2026 foi aprovado pelo Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador) após proposta do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). A estimativa é que 26,9 milhões de trabalhadores sejam beneficiados, totalizando R$ 33,5 bilhões em pagamentos.
É possível consultar a data, o valor e banco para saque do abono salarial a partir de 5 de fevereiro através do aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, pelo Portal Emprega Brasil (gov.br), ou no telefone 158 do MTE.
Calendário de pagamento do abono Pis/Pasep
Entenda mudanças
A partir de 2026, alguns trabalhadores perderão acesso ao benefício de forma gradual, conforme correção pela inflação e evolução do salário mínimo. Segundo o Ministério da Fazenda, em 2030, cerca de 3 milhões de brasileiros devem deixar de receber o abono salarial.
A redução ocorrerá de forma escalonada até 2035, quando o abono deverá estar limitado aos trabalhadores que recebem até 1,5 salário mínimo.
O valor do abono salário não sofrerá redução. O benefício continuará a ser calculado com base no salário mínimo, dividido por 12 e multiplicado pelo número de meses trabalhados no ano-base.
Os trabalhadores que continuarem dentro do critério de elegibilidade irão seguir recebendo o benefício sem mudanças no cálculo, proporcional aos meses trabalhados e conforme o salário mínimo.
As mudanças do governo têm o objetivo de direcionar os recursos para os brasileiros de menor renda e equilibrar o orçamento. A medida faz parte do pacote fiscal aprovado em 2024 pelo Congresso Nacional.
CNN