Foto de isens usa na Unsplash
Conforme ressalta a Associação Americana de Diabetes (ADA), a hiperglicemia é o termo técnico para níveis elevados de glicose, ou seja, o açúcar no sangue. Manter esse índice alto ou com grandes oscilações pode desencadear condições de saúde, a exemplo do comprometimento dos rins. A endocrinologista Raissa Castro destaca que os picos de glicose "não são apenas um número ruim no exame".
A médica, que atende em Natal (RN), pontua que a glicose elevada não deve ser vista apenas como "um problema de diabetes", mas como um marcador de saúde metabólica global. "Quanto mais cedo o controle é feito, maiores são as chances de evitar complicações a longo prazo", frisa a especialista em saúde hormonal e do estilo de vida.
A endocrinologista e nutróloga declara que regular a glicose envolve adotar uma alimentação adequada, praticar atividade física, dormir bem, fazer o manejo do estresse e, quando necessário, utilizar medicação.
Sinais
Médica militar no Hospital de Guarnição de Natal (HGUN), Raissa menciona quais são os sinais dados pelo corpo quando a glicose está alta. Ela explica que, em fases iniciais, o açúcar no sangue em nível elevado pode ser assintomático, o que torna o "rastreio fundamental."
De acordo com a especialista, quando os sinais surgem, os mais comuns tendem a ser:
• Sede excessiva e boca seca;
• Urinar com frequência, inclusive à noite;
• Fadiga persistente e queda de energia;
• Visão turva;
• Dificuldade de concentração;
• Aumento do apetite, especialmente por carboidratos;
• Infecções com repetição, como urinárias, cutâneas e candidíase;
• Dificuldade de cicatrização.
Segundo a endocrinologista, em fases mais avançadas, pode haver perda de peso involuntária, fraqueza muscular e mal-estar geral em decorrência da glicose elevada com frequência.
Para saber mais, siga o perfil da coluna no Instagram.
Marina Ferreira e Claudia Meireles - Metrópoles