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Um caso de flagrante desrespeito à prioridade de veículos de emergência chocou a população de Manaus e resultou na demissão imediata do responsável nesta terça-feira (17/3). Um motorista, funcionário de uma empresa de telecomunicações, foi filmado bloqueando a passagem de uma ambulância do SAMU com sirene e sinais luminosos acionados, além de ameaçar os socorristas. O episódio ocorreu na Avenida do Turismo, bairro Tarumã, zona oeste da capital amazonense, na segunda-feira (16).
As imagens, gravadas pela própria equipe de socorro durante o deslocamento para uma ocorrência, viralizaram rapidamente nas redes sociais e mostraram a tensão no trânsito. A ambulância tenta ultrapassar o veículo particular - um Ford Ka prata, placa PHW-1I05, com escadas extensíveis no teto e identificação de empresa de telecomunicações (incluindo adesivos da Claro) -, mas o condutor não cede a via. Em determinado momento, uma socorrista desce da ambulância para tentar liberar o caminho.
Segundo relatos da equipe, o motorista então pega um objeto que aparenta ser um martelo e faz gestos intimidadores em direção aos profissionais do SAMU, aumentando o risco da situação.O comportamento configura, segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), infração gravíssima por não dar prioridade a veículo de emergência (art. 214, inciso I), punível com multa pesada e sete pontos na CNH.
Além disso, a conduta pode ser enquadrada como omissão de socorro (art. 135 do Código Penal), crime que prevê detenção de um a seis meses ou multa, especialmente se houver risco à vida ou à saúde de terceiros. Após a repercussão do vídeo, a empresa HU Serviços de Telecomunicações emitiu nota oficial esclarecendo o caso. A companhia informou que não compactua com atitudes desse tipo e que, ao tomar conhecimento dos fatos, adotou imediatamente as medidas cabíveis, resultando no desligamento do colaborador. "O funcionário não faz mais parte do quadro da empresa", diz o comunicado.

A HU reforçou ainda seu compromisso com o respeito à vida, à legislação vigente e à responsabilidade social.O caso reacende o debate sobre a conscientização no trânsito e a necessidade de respeito absoluto às viaturas de emergência, essenciais para salvar vidas. A omissão de socorro em situações como essa não apenas atrasa atendimentos urgentes, como pode ter consequências graves para as vítimas que dependem do socorro rápido.
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