Porto Velho (RO)10 de Abril de 202614:45:27
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Brasil

Planalto entra em modo de contenção de danos no caso Master

Plano passa por alinhamento de discursos e por movimento para descolar Lula de envolvidos com o banco


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Incomodado com os efeitos eleitorais do caso Master, o governo decidiu entrar em modo de contenção de danos diante da repercussão do escândalo. A estratégia desenhada nos bastidores passa por um alinhamento da comunicação sobre o assunto e por um movimento para descolar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dos personagens envolvidos com o banco, segundo fontes ouvidas pela CNN Brasil.

A tese é que já houve um "estrago" para a gestão petista, apesar da premissa de que esta é uma crise que "não pertence" ao governo. Nos bastidores, a avaliação é que a blindagem de Lula é crucial no curto prazo, mas que as denúncias tendem a tomar um novo rumo com o avanço na delação de Daniel Vorcaro.

Aliados de Lula fazem uma aposta otimista de que a delação tende a desviar as atenções sobre o caso para políticos da oposição e do centrão, afastando o caso do Palácio do Planalto. Nesta semana, vieram a público informações sobre pagamentos do Master a diversos políticos, o que governistas enxergam como um sinal dessa tendência.

O plano agora, afirmam esses interlocutores, passa por um esforço para distanciar Lula de figuras como o ministro Alexandre de Moraes. A avaliação interna é que o envolvimento do magistrado é um foco de desgaste para Lula, dado o alinhamento entre os dois por conta dos julgamentos da trama golpista e do 8 de janeiro.

A entrevista concedida pelo presidente nesta semana ao ICL Notícias já englobou grande parte das mensagens nessa direção. Lula declarou que aconselhou Moraes a se declarar impedido e criticou o enriquecimento de ministros do STF.

A orientação por um alinhamento do discurso sobre o caso Master também permeou a fala de Gabriel Galípolo à CPI do Crime Organizado nesta semana. Mas gerou profundo desconforto no Planalto o fato de o presidente do Banco Central ter isentado o antecessor Roberto Campos Neto. Até porque um dos focos da estratégia desenhada é justamente transferir a responsabilidade no governo Bolsonaro.





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