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Alckmin recebe vaias e aplausos em discurso na Marcha dos Prefeitos

Vice-presidente representava o presidente Lula, que cumpre agenda em SP. Geraldo Alckmin defendeu 'espírito republicano'


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Reprodução/YouTube TV Portal CNM

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O vice-presidente Geraldo Alckmin foi vaiado na manhã desta terça-feira (19/5) ao iniciar discurso na abertura da Marcha dos Prefeitos, em Brasília. Também foram ouvidos aplausos.

Alckmin está no evento representando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que cumpre agenda em São Paulo.

Alckmin foi chamado a discursar às 11h10. O vice-presidente se dirigiu à tribuna, deu "bom dia" aos presentes e o plenário do evento se dividiu entre vaias e aplausos.

Alckmin também foi vaiado, em menor intensidade, ao terminar o discurso por volta das 11h30. As manifestações puderam ser ouvidas até mesmo durante a transmissão oficial do evento.

O episódio repete situações enfrentadas por Lula em edições anteriores da Marcha dos Prefeitos. Em 2025, o presidente foi vaiado ao ser anunciado no palco, durante o discurso e no encerramento da cerimônia.

Um ano antes, o petista também havia sido alvo de vaias no evento organizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).

Realizada anualmente, a Marcha reúne prefeitos, vereadores, secretários e gestores municipais de todo o país.

Nesta edição, o evento também receberá e sabatinará pré-candidatos à Presidência da República, entre eles Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD). Lula não respondeu ao convite para participar da sabatina.

Além de Alckmin, ministros acompanharam a abertura do encontro como representantes de Lula: Luiz Marinho (Trabalho), Esther Dweck (Gestão e Inovação), Gustavo Feliciano (Turismo) e José Guimarães (Relações Institucionais). Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), também participaram da Marcha.

Durante discurso em que fez um balanço de ações do governo Lula, Geraldo Alckmin afirmou que o petista nunca "perguntou para prefeito nenhum de que partido ele era" e disse que governantes não podem ser "capitães do mato".


"O presidente Lula nunca perguntou para prefeito nenhum de que partido ele era, qual era a sua filiação partidária. Zero, zero, zero. Espírito republicano: governante não pode ser capitão do mato, perseguindo lideranças por não ser da filiação partidária e ameaçando com a orfandade administrativa porque é dinheiro público", disse.

Alckmin também afirmou que Lula deve receber o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, nesta quarta-feira (20/5). Segundo o vice-presidente, representantes de associações municipalistas também participarão do encontro. Geraldo Alckmin afirmou que o presidente vai "ouvir e deliberar sobre os temas colocados nesse encontro".



Metrópoles


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