Rafaela Felicciano/Metrópoles
O Sindicato dos Delegados de Polícia do Distrito Federal (Sindepo-DF) encaminhou um ofício à Polícia Civil do DF (PCDF) em que pediu que a extração de dados de celulares apreendidos em investigações passem a ser realizados nas delegacias.
O pedido, assinado em 30 de abril, considerou que a medida "harmoniza-se com as melhores práticas nacionais e internacionais de investigação criminal".
"A realização do procedimento no âmbito das próprias delegacias permitirá maior celeridade na produção da prova, reduzindo entraves operacionais e contribuindo para a efetividade das investigações", escreveu o presidente em exercício do Sindepo-DF, Waldek Fachinelli, no ofício encaminhado à PCDF.
O comando da Polícia Civil pediu manifestação ao Instituto de Criminalística — que, atualmente, é o órgão ligado à corporação que centraliza a extração de dados de celulares.
O diretor do instituto, o perito Juliano de Andrade, considerou que o procedimento é "atividade pericial finalística". Além disso, afirmou que há iniciativas previstas para 2026 a fim de "ampliar a capacidade de extrações". Entre as medidas planejadas há a "a criação de um laboratório integrado de alta capacidade"; reforço de efetivo; e desenvolvimento de ferramentas de inteligência artificial".
Em 26 de maio, o delegado-geral adjunto da PCDF, Saulo Ribeiro Lopes, disse ao Sindepo que seguiria o entendimento do Instituto de Criminalística.
"Ao término desse processo deliberativo, consolidou-se o entendimento de que a extração de dados de aparelhos celulares permanece atribuída à Seção de Perícias de Informática (SPI) do IC/PCDF, cujo desempenho centralizado assegura racionalidade administrativa", frisou.
Metrópoles