Porto Velho (RO)02 de Junho de 202618:09:30
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Flávio envia carta a Rubio para pedir que EUA poupe Brasil de taxação

Em carta direcionada a Marco Rubio, Flávio cita crise econômica, critica governo Lula e promete acordo comercial caso vença eleição


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Reprodução/Redes sociais

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O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), enviou nesta terça-feira (2/6) uma carta ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, na qual pede que o governo norte-americano não aplique tarifas sobre produtos brasileiros.

Flávio afirma ainda estar confiante de que será eleito presidente do Brasil no pleito de outubro.

A carta foi enviada um dia após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) propor uma sobretaxa de 25% sobre importações brasileiras, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

A medida ainda será submetida a audiências públicas e dependerá de decisão final do presidente Donald Trump.

Ao tratar do tema, o parlamentar manifestou preocupação com os possíveis impactos econômicos da iniciativa e pediu formalmente que Washington não avance com a cobrança.

"Diante desse cenário, a imposição de novas tarifas causaria sérios prejuízos ao povo brasileiro", afirmou.

Para sustentar o argumento, o senador traçou um quadro negativo da economia brasileira. No texto, ele cita o crescimento da dívida pública, o aumento da inadimplência entre famílias e empresas e o avanço dos pedidos de recuperação judicial.

"O Brasil vive um grave processo de deterioração fiscal e econômica", escreveu.

Flávio também argumentou que os brasileiros enxergam os Estados Unidos como "parceiro e amigo" e reiterou o pedido que diz ter feito pessoalmente a Rubio durante encontro realizado na semana passada em Washington.

A carta reforça declarações feitas pelo parlamentar após a viagem aos Estados Unidos. Em entrevista à Rádio Itatiaia, ele afirmou ter pedido ao presidente Donald Trump, ao vice-presidente J.D. Vance e ao secretário de Estado Marco Rubio que não taxassem empresas brasileiras.

"Nas três reuniões que nós tivemos, com o presidente Trump, o vice-presidente J.D. Vance e o secretário de Estado Marco Rubio, eu pedi expressamente: não taxem as empresas brasileiras", declarou.

"Estou confiante de que serei eleito"

No trecho final da carta, Flávio afirma estar confiante de que vencerá a disputa presidencial deste ano e propõe uma aproximação comercial entre os dois países caso chegue ao Palácio do Planalto.

"Estou confiante de que serei eleito presidente do Brasil em outubro", escreveu.

Segundo ele, um eventual governo sob sua liderança estaria disposto a negociar "um amplo acordo de comércio e investimentos" com os Estados Unidos, baseado em livre mercado, respeito mútuo e cooperação estratégica.

No documento, Flávio agradece a recepção recebida durante sua recente visita a Washington e elogia a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

"Sou especialmente grato por sua decisão de designar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas", escreveu o senador. Segundo ele, a medida representa "um passo decisivo" para a proteção de cidadãos no continente.

A manifestação ocorre em meio ao aumento das tensões entre Brasília e Washington. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atribuiu a proposta de sobretaxa à atuação da família Bolsonaro junto ao governo norte-americano.

Flávio rejeita a acusação e sustenta que trabalhou para evitar qualquer medida tarifária contra o Brasil.









Metrópoles


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