HUGO BARRETO / METRÓPOLES
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) admitiu ter sido pego de surpresa com a possibilidade de imposição de novas tarifas pelo governo dos Estados Unidos, de Donald Trump, a produtos brasileiros.
Na abertura da reunião ministerial, nesta quarta-feira (3/6), o petista relembrou o encontro com o republicano, em Washington, em 7 de maio.
Lula destacou que saiu da agenda "convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos".
"Confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles e antes de ontem", declarou o presidente.
A fala faz referência à conclusão das investigações com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana, que recomendou a adoção de novas sobretaxas no valor de 25% a 12,5%.
Sem citar nomes, o chefe do Planalto também fez críticas à suposta atuação do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pela taxação. Segundo Lula, o adversário fomenta a crise com os EUA para obter vantagens eleitorais.
"E mais ainda, é que é triste que tem brasileiros — que eu não vou citar nome aqui — fomentando essa briga na perspectiva de que se ele taxar a gente, ele vai prejudicar uma candidatura a presidente da República. Um imbecil desse não percebe que quem é prejudicado é o povo, não é o Lula", criticou.
Metrópoles