Porto Velho (RO)16 de Junho de 202616:24:51
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PF aponta 'interesses ilícitos' na relação entre Vorcaro e Ciro Nogueira

Senador teria despesas e viagens pagas pelo dono do Master em troca de favores no Congresso. Fotos e conversas foram divulgados pela PF


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Reprodução/PF

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Em informações enviadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal destacou a relação com "indícios de ilícitos" entre o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o senador Ciro Nogueira (PP-PI). No documento, que teve o sigilo derrubado nesta terça-feira (16/6), os dois aparecem em fotos durante viagens e conversas por aplicativos de mensagens.

A corporação aponta que o parlamentar teria as despesas e viagens bancadas pelo empresário em troca de favores no Congresso.

"Considerando o exercício da função pública de Senador da República, a análise do aparelho celular apreendido revelou a existência de pagamentos de viagens internacionais e despesas decorrentes realizados a mando de Daniel Vorcaro em benefício do parlamentar Ciro Nogueira que se consubstanciam em fortes indícios do recebimento pelo Senador de vantagens indevidas, de forma dissimulada", diz o documento.

Os investigadores chamaram de "convergência de interesses ilícitos, orientada pelo benefício mútuo".

"De um lado, Ciro Nogueira Lima Filho atuaria no âmbito do Senado Federal, valendo-se de sua posição institucional para exercer influência política e defender os interesses do banqueiro. De outro, Vorcaro ofereceria vantagens indevidas, materializadas, entre outras formas, no pagamento periódico de valores ("mesada"), na aquisição de participações societárias com expressivo deságio, bem como no custeio de viagens internacionais de elevado padrão e outros benefícios econômicos", diz a representação da PF.

O Metrópoles entrou em contato com a defesa de Ciro Nogueira, que ainda não respondeu.

Projeto relatado por Ciro

Em conversas anteriores apreendidas, Daniel Vorcaro disse que a proposta de emenda à Constituição (PEC) de autonomia financeira do Banco Central, teve uma emenda apresentada por Ciro Nogueira "exatamente" como o Master havia redigido.

Segundo a PF, os projetos chegariam até o parlamentar por meio de envelopes levados por funcionários do Master.

A emenda, chamada de "pró-Banco Master", visava aumentar o valor coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil por CPF para R$ 1 milhão.

Metrópoles


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