Daniel Ferreira/Metrópoles
O presidente Lula e senador Jaques Wagner (PT-BA) devem se encontrar nesta semana para uma conversa decisiva sobre o futuro do parlamentar na liderança do governo no Senado.
Na avaliação de pessoas próximas ao senador, os dois devem ter uma "conversa difícil". A leitura leva em conta a relação próxima e a parceria política de mais de 40 anos entre eles.
Aliados de Wagner apostam que Lula deve acabar cedendo à pressão de alguns auxiliares no Palácio do Planalto e sugerir que o senador deixe o posto de líder do governo no Senado.
O parlamentar vem sendo pressionado a entregar o cargo após ser alvo da Polícia Federal (PF) no âmbito do caso Master. O objetivo seria não contaminar a campanha de reeleição de Lula.
Segundo aliados, Wagner não pretende entrar em rota de colisão com o presidente. Caso decida deixar o posto de líder, porém, pretende manifestar sua insatisfação a Lula "olho no olho".
O senador resiste a deixar a liderança agora por considerar que a decisão seria interpretada como um atestado de culpa por ter sido alvo da PF em um inquérito no qual sequer é réu.
Como noticiou a coluna, Wagner tenta ajustar a narrativa para que uma eventual saída da liderança do governo não seja vinculada exclusivamente à operação da PF no caso Master.
Nesse cenário, o senador baiano cogita pedir licença da liderança, com o discurso de que vai se dedicar a sua defesa e a campanha eleitoral de 2026, quando tentará reeleição.
Em entrevista à BandNews na quinta-feira (18/6), mesmo dia em que foi alvo da PF, Wagner rejeitou a possibilidade de deixar a liderança. Segundo ele, Lula não havia feito qualquer pedido nesse sentido.
Liderança
Em meio às pressões para deixar o cargo, Wagner tem sido alvo de "fogo amigo" de companheiros do próprio PT, que, nos bastidores, defendem sua saída da liderança do governo.
O senador e ex-ministro da Educação Camilo Santana (PT-CE) aparece como um dos favoritos para virar líder do governo no Senado, caso Wagner deixe o cargo.
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