VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES
O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou "estar tranquilo" ao falar sobre o depoimento que prestará à Polícia Federal em 7 de agosto no inquérito que investiga o Caso Master.
O parlamentar é investigado no inquérito que apura supostas irregularidades envolvendo o Banco Master, instituição comandada por Daniel Vorcaro.
"Eu, por orientação do meu advogado, não falo sobre o tema. Eu estou falando só sobre campanha e ele responde sobre isso aí. Mas eu estou tranquilo. Acho que, assim como em 2018, a inocência será provada, independentemente dessa agitação que está agora", declarou o senador ao ser questionado por jornalistas em Salvador nesta terça-feira (21/7).
Como a coluna mostrou, a orientação da defesa é que Wagner exerça o direito ao silêncio durante o depoimento.
A investigação
Jaques Wagner foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em 18 de junho para apurar supostas irregularidades envolvendo o Banco Master.
Segundo os investigadores, o senador teria recebido uma série de benefícios indevidos ao longo dos últimos anos - entre os quais, uso frequente de aeronaves ligadas ao grupo do empresário Daniel Vorcaro, ingressos para shows e negociação de um apartamento em Salvador avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões.
A PF suspeita que o imóvel tenha sido adquirido pelo ex-sócio do Banco Master Augusto Lima, com a participação de intermediários ligados ao grupo investigado, para beneficiar o parlamentar. Os investigadores também apuram suposta atuação de Wagner em favor de interesses da instituição financeira no Congresso Nacional.
O senador nega irregularidades. Segundo sua versão, ele procurou Augusto Lima para comprar temporariamente o apartamento, com o compromisso de recomprá-lo posteriormente para sua filha.
Como revelou a coluna, em março, a empresa da esposa do enteado de Jaques Wagner também firmou contrato de R$ 12 milhões com instituição financeira controlada por Daniel Vorcaro.
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