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Inflação sobe 0,07% no mês de julho, puxada por alta da conta de luz

Com o resultado, a inflação desacelerou em relação a junho (com 0,16%), mas acumula alta de 4,44% nos últimos 12 meses e está acima da meta


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Vinicius Schmidt/Metropoles

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Os preços de bens e serviços do país subiram 0,07% em julho, após avançarem 0,16% em junho deste ano. Os dados fazem parte do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, divulgado nesta terça-feira (11/8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado deste mês de julho, a inflação acumula alta de 3,44% em 2026 e de 4,44% nos últimos 12 meses, resultado acima da meta.

  • A meta de inflação para 2026 é de 3% ao ano, com variação de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Com isso, o índice tem piso de 1,5% e teto de 4,5%, conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Segundo o IBGE, a maior variação e impacto partiu do grupo Habitação, que acelerou 0,99%, puxado pela alta da energia elétrica residencial, que saiu de 1,53% em junho para 3,09% em julho, e exerceu o principal impacto individual no mês.

O instituto explica que, além da vigência bandeira tarifária amarela, com acréscimo na conta de luz de R$ 1,885 a cada 100 kwh consumidos, o grupo também foi impactado por uma série de reajustes tarifários.

  • 8,85% em uma das concessionárias em São Paulo, a partir de 04 de julho;
  • 14,89% em uma das concessionárias em Porto Alegre, a partir de 19 de junho;
  • 19,55% em Curitiba, vigente desde 24 de junho.

Além disso, ainda no grupo habitação, a taxa de água e esgoto também teve impacto no resultado total.

Outro grupo que apresentou resultado significativo foi saúde e cuidados pessoais, com alta de 0,40%, e destaque para o item plano de saúde, que teve variação de 0,42%.

"A variação reflete os reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Para os planos contratados após a Lei nº 9.656/98, o percentual é de até 5,11%, com vigência a partir de maio de 2026 e cujo ciclo se encerra em abril de 2027. Para os planos contratados antes da Lei nº 9.656/98, os percentuais autorizados foram de 5,52% e 6,20%, a depender do plano", explicou o IBGE.

Por outro lado, os combustíveis, item dentro do grupo de transportes, apresentaram queda de 1,44%, influenciada por um recuo geral em todos os preços: etanol (-2,26%), gasolina (-1,37%), óleo diesel (-1,22%) e gás veicular (-0,08%).

O grupo alimentação e bebidas também apresentou recuo, de 0,67%, por influência da alimentação no domicílio, que recuou 1,14%.

Veja as principais quedas:

  • Tomate - 29,09%;
  • Batata-inglesa -19,59%;
  • Cenoura -14,41%;
  • Café moído -2,45%.

No lado das altas, destaque para leite longa vida, com 2,47% e frutas, com 1,20%. A alimentação fora do domicílio acelerou de 0,15% em junho para 0,55% em julho, com o lanche saindo de 0,13% para 0,76%, e a refeição de 0,15% para 0,42%, no mesmo período.

O que é IPCA

  • O IPCA é calculado desde 1979 pelo IBGE. O índice é considerado o termômetro oficial da inflação e é usado pelo Banco Central para ajustar a taxa básica de juros, a Selic;
  • Ele mede a variação mensal dos preços na cesta de vários produtos e serviços, comparando-os com o mês anterior. A diferença entre os dois itens da equação representa a inflação do mês observado;
  • O IPCA mensura dados nas cidades, de forma a englobar 90% das pessoas que vivem em áreas urbanas no país;
  • O índice pesquisa preços de categorias como transporte, alimentação e bebidas, habitação, saúde e cuidados pessoais, despesas pessoais, educação, comunicação, vestuário, artigos de residência, entre outros.

Veja a variação do IPCA por grupos:

  • Alimentação e bebidas: - 0,67%;
  • Habitação: 0,99%;
  • Artigos de residência: 0,07%;
  • Vestuário: -0,66%;
  • Transportes: 0,05%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,40%;
  • Despesas pessoais: 0,22%;
  • Educação: -0,03%
  • Comunicação: 0,04%.

INPC tem variação de -0,01%

A inflação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) variou -0,01%, o que representa queda frente a junho, quando registrou 0,14%. Nos últimos 12 meses, o INPC acumula alta de 4,10%, abaixo dos 4,33% dos 12 meses anteriores

O índice serve de referência para o reajuste do salário mínimo e de benefícios sociais. O INPC é um indicador que mede a variação média dos preços de um conjunto específico de produtos e serviços consumidos pelas famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos mensais.


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