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Empenhado em reabrir a porta para uma delação premiada, o banqueiro Daniel Vorcaro foi orientado a tratar o processo de colaboração como uma espécie de "confessionário".
O ex-dono do Banco Master tenta convencer o Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República a aceitarem discutir uma terceira tentativa de colaboração.
Vorcaro, que mudou mais uma vez sua equipe de defesa nas últimas semanas, foi aconselhado a não reter nenhum tipo de informação.
A ideia, segundo relatos feitos à CNN Brasil, é reconstruir com riqueza de detalhes a trama do caso Master e restabelecer uma relação de confiança com o ministro do STF e relator do caso, André Mendonça, e com outros agentes envolvidos nas negociações.
Grande parte das atenções no entorno do banqueiro se voltam agora para a coleta de novas informações para a nova proposta de delação.
Mesmo cientes de que não há garantias de que a nova colaboração será aceita, advogados do banqueiro avaliam que há potencial para Vorcaro fornecer informações inéditas e relevantes para as investigações, alcançando inclusive o meio político.
Como a CNN Brasil revelou, já foi solicitada ao STF, por exemplo, a ampliação do tempo de visita dos advogados ao ex-dono do Banco Master, que segue preso. O pedido é para que a equipe jurídica possa despachar com o banqueiro por até seis horas por dia.
O time de advogados, reforçado recentemente pelo criminalista Daniel Bialski, também pediu uma audiência com Mendonça, que poderia ocorrer nas próximas semanas. A informação foi revelada pelo G1 e confirmada pela CNN Brasil.
CNN Brasil