LUIS NOVA/METRÓPOLES
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (13/8) que cerca de 5 milhões de pessoas foram excluídas das plataformas de apostas de quota fixa, as chamadas bets, em meio ao endurecimento das regras do governo sobre o setor.
A medida faz parte de um pacote mais amplo de restrições adotado pela equipe econômica para conter o avanço das apostas on-line no país, especialmente entre famílias de baixa renda e pessoas com acesso a crédito subsidiado.
Nos últimos meses, o governo vem combinando bloqueios de acesso, regras de autoexclusão e limitações à publicidade, além de ações contra plataformas ilegais.
"A gente chega a um total de mais de 5 milhões de pessoas impedidas, obstaculizadas, excluídas do jogo no Brasil, nesse compromisso de tratar as bets como cigarro, num desincentivo ao jogo no país", afirmou Durigan.
Segundo Durigan, do total de contas excluídas, cerca de 800 mil estão vinculadas ao programa Desenrola Brasil. Nesses casos, há um mecanismo que impede o usuário de permanecer em casas de apostas por um período mínimo de seis meses, exigência criada como contrapartida para acesso a crédito com juros reduzidos.
Outros 1,2 milhão de usuários aderiram voluntariamente ao sistema de autoexclusão das plataformas, enquanto aproximadamente 3 milhões de CPFs bloqueados estão associados a cadastros sociais do governo, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), grupos considerados mais vulneráveis ao endividamento.
Além das exclusões, Durigan destacou o avanço na organização do mercado regulado. Das 85 empresas autorizadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), 80 enviaram a documentação exigida, e os dados dessas operadoras foram tornados públicos, movimento que busca aumentar a transparência e diferenciar as plataformas legais das ilegais.
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