José Cruz/Agência Brasil
O presidente Lula foi avisado, ainda na noite da quarta-feira (19/8), sobre o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) ao STF para que um dos inquéritos contra seu filho Fábio Luís, o "Lulinha", seja encaminhado para a Justiça de primeira instância.
A informação foi dada a Lula pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho, que atua na defesa de Lulinha, durante uma reunião no Palácio da Alvorada, residência oficial do petista em Brasília. O encontro contou com a presença do ex-ministro Fernando Haddad (PT).
À coluna, Marco Aurélio confirmou a conversa com Lula. "Disse a ele que o pedido não trazia qualquqer surpresa, que era um caminho natural. Não tem autoridade com foro, não tem dinheiro público, não tem ato de ofício. Portanto, é o caminho natural", disse.
O pedido da PGR só veio à tona publicamente na manhã da quinta-feira (20/8), quando a jornalista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, revelou o fato. O teor exato do requerimento da Procuradoria ao STF ainda segue em sigilo até o momento.
"Se o Fábio não fosse filho do presidente Lula, esse inquérito já teria sido arquivado. Ele carrega o peso de um sobrenome. Se fosse qualquer outro cidadão o destino normal não seria a primeira instância, mas, sim, o arquivamento dos autos", disse Marco Aurélio.
O pedido da PGR foi encaminhado ao gabinete do ministro do STF André Mendonça e se refere a um inquérito que apura posssível tráfico de influência de Lulinha no governo. A investigação foi aberta como um desdobramento do inquérito da Farra do INSS.
Além da situação de Lulinha, Marco Aurélio afirmou à coluna que a reunião no Alvorada também tratou sobre a eleição para o governo de São Paulo. O advogado é um dos coordenadores da campanha de Fernando Haddad ao Palácio dos Bandeirantes.
Metrópoles