LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino autorizou que a Polícia Federal tenha acesso a dados de uma operação que teve como alvo Karina Ferreira da Gama, produtora do filme Dark Horse, que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A força-tarefa foi realizada em junho deste ano pela Polícia Civil de São Paulo (PCSP) e mirou um contrato firmado entre uma ONG da qual Karina é responsável e a Prefeitura de SP. As investigações apontaram para suspeitas de fraude e desvio de recursos públicos no contrato.
A informação foi adiantada pelo O Globo, na coluna de Bela Megale, e confirmada pelo Metrópoles. O processo é sigiloso.
No mês passado, Dino autorizou a PF a investigar o repasse de emendas parlamentares a empresas vinculadas à produtora da obra.
Durante a operação, foram realizadas buscas em dois endereços ligados a Karina e nas sedes do Instituto Conhecer Brasil (ICB), ONG sob sua gestão, e da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme de Bolsonaro.
A empresa e o longa-metragem, que conta uma parte da biografia de Bolsonaro, entraram no radar da Polícia Federal e do STF após a revelação de terem recebido aportes de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que está preso desde março por fraude financeira.
A investigação apontou suspeitas de fraudes e desvios de recursos públicos no contrato firmado pela ONG comandada por Karina, chamada Instituto Conhecer Brasil (ICB), com a Prefeitura de São Paulo. Além de administrar a ONG, Karina é dona da Go Up Entertainment, produtora responsável pelo Dark Horse.
Suspeita de desvios
Flávio Dino é o relator da investigação sobre suspeita de envio de emendas parlamentares à produtora do filme Dark Horse.
O magistrado concentra no STF a relatoria de uma série de processos que investigam suspeitas em repasses de emendas parlamentares a empresas, entidades e ONGs.
Em maio, o deputado federal Mario Frias (PL-RJ) respondeu aos questionamentos do ministro sobre suspeitas de ter destinado emendas parlamentares à organização não governamental Instituto Conhecer Brasil, ligada à produção do filme. Segundo denúncia analisada pela Corte, o político teria destinado R$ 2 milhões à ONG.
No mês passado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, pediu que o caso fosse redistribuído ao ministro André Mendonça, porque ele é o responsável por outra investigação: o financiamento de R$ 61 milhões de Daniel Vorcaro.
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