Porto Velho (RO)26 de Agosto de 202611:40:14
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SUS oferece teleatendimento psicológico gratuito para mulheres em situação de violência

Serviço também atende familiares que cuidam de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras


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Mulheres que enfrentam ou já enfrentaram situações de violência podem ter acesso a atendimento psicológico gratuito e on-line pelo SUS. O serviço também foi ampliado para familiares que exercem atividades de cuidado de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras.

A iniciativa Acolhe Mais oferece até 100 mil teleatendimentos por mês em todo o país. As consultas são realizadas por psicólogas capacitadas para oferecer escuta qualificada, avaliar possíveis situações de risco e orientar cada paciente sobre a continuidade do tratamento na rede pública de saúde.

O serviço começou em março, inicialmente como projeto-piloto para mulheres em situação de violência no Recife (PE) e no Rio de Janeiro (RJ). Atualmente, o atendimento remoto está disponível nos estados brasileiros.

Quem pode utilizar o serviço

Podem solicitar o atendimento mulheres que estejam vivendo ou já tenham passado por situações de violência.

Também podem ser atendidas mães, tias, avós, irmãs e outras familiares responsáveis pelo cuidado de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras.

A proposta é facilitar o acesso à assistência psicológica para quem encontra dificuldades para comparecer presencialmente a uma unidade de saúde, seja por falta de tempo, problemas de deslocamento ou outras barreiras.

Como solicitar a consulta

O pedido é feito pelo aplicativo Meu SUS Digital. Para acessar:

  • Entre no aplicativo e selecione "Miniapps";
  • Procure por "Acolhe Mais + - Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres";
  • Na plataforma da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), faça o cadastro;
  • Informe se vive ou já viveu uma situação de violência ou se é responsável pelo cuidado de uma pessoa com alguma das condições atendidas.

Depois do cadastro, a equipe deve entrar em contato em até 24 horas. Nesse momento, a usuária poderá escolher o dia e o horário da consulta.

Até a data marcada, serão enviados lembretes. No dia do atendimento, a paciente receberá o link para acessar a teleconsulta.

Como funciona o acompanhamento

No atendimento de mulheres em situação de violência, a primeira consulta inclui uma avaliação sobre possíveis riscos, rede de apoio e principais necessidades da paciente.

Cada usuária pode realizar até dez sessões, com possibilidade de iniciar um novo ciclo de acompanhamento caso seja necessário.

Após o período de teleatendimento, a paciente poderá ser encaminhada para outro serviço da rede pública, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Essas unidades também podem ser procuradas diretamente.

As consultas acontecem de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h. Os atendimentos são realizados exclusivamente por psicólogas mulheres capacitadas para trabalhar com atendimento remoto e identificar situações de risco.

Serviço não substitui atendimento de emergência

O teleatendimento é voltado ao acompanhamento em saúde mental e não deve ser utilizado em situações de emergência.

Em casos de risco imediato, a orientação é procurar ajuda pelos serviços de emergência:

  • Polícia Militar: 190
  • Samu: 192
  • Ligue 180

A Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180 também oferece orientação sobre direitos, serviços de atendimento e recebe denúncias de violência contra mulheres.

O serviço funciona gratuitamente 24 horas por dia, todos os dias da semana, e pode ser acionado pela própria vítima ou por qualquer pessoa que tenha conhecimento de uma situação de violência.

Canais de atendimento:

  • Telefone: 180
  • WhatsApp: (61) 9610-0180
  • E-mail: [email protected]
  • Videochamada em Libras: disponível pelo serviço oficial da Central 180.

Agência Gov


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