Edilson Rodrigues/Agência Senado
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (9) que o Supremo Tribunal Federal (STF) perdeu o "pudor". A declaração ocorreu após o ministro Flávio Dino determinar a reintegração do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada.
Durante coletiva em Juiz de Fora (MG), Flávio criticou a decisão e disse esperar que o presidente do STF, ministro Edson Fachin, suspenda a liminar de Dino e leve o caso ao plenário.
"Perderam qualquer pudor em tomar decisões", afirmou o candidato.
Flávio também disse que "quem define as eleições é o povo brasileiro e não o Tribunal Supremo".
Entenda o caso
Dino determinou nesta quarta-feira (9) o retorno de Andrei Rodrigues e Leandro Almada aos cargos. Os dois haviam sido afastados por decisão do ministro André Mendonça. Segundo Dino, a interrupção das atividades da direção da PF poderia prejudicar investigações em andamento.
A decisão ocorreu em meio a uma crise no STF envolvendo Mendonça e o ministro Alexandre de Moraes. O caso ganhou força após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da PF que continha mensagens envolvendo Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Moraes, posteriormente, pediu a abertura de investigação contra Mendonça por suposto abuso de poder e favorecimento político na condução dos casos relacionados ao Banco Master e às fraudes no INSS.
Fachin havia determinado que Mendonça prestasse esclarecimentos sobre a decisão que afastou os diretores da PF. Dino, porém, decidiu pela reintegração imediata dos dois servidores antes da conclusão desse procedimento.
No ato em Juiz de Fora, Flávio Bolsonaro também refez o percurso onde o pai, Jair Bolsonaro (PL), foi esfaqueado durante a campanha eleitoral de 2018. O senador usava colete à prova de balas durante a atividade.
D24am