Porto Velho (RO)18 de Setembro de 202605:53:28
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Bolsa Família terá reajuste de 15% a partir de outubro

Valor mínimo do benefício passará para R$ 691, enquanto o pagamento médio chegará a R$ 777


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O benefício pago pelo programa Bolsa Família será reajustado em 15%. A mudança considera a inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026.

Com o reajuste, o valor mínimo pago às famílias beneficiárias passará de cerca de R$ 600 para R$ 691. Já o benefício médio deverá subir de R$ 675 para R$ 777.

A atualização foi determinada por decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira (17) e publicado em edição extra do Diário Oficial da União. Embora o decreto entre em vigor na data da publicação, os novos valores terão efeitos financeiros a partir de 1º de outubro.

O reajuste está previsto na legislação do Bolsa Família e, segundo o governo, tem como objetivo preservar o poder de compra das famílias atendidas pelo programa.

Além do valor mínimo, o decreto também atualiza outros benefícios. O Benefício de Renda de Cidadania passa para R$ 164 por integrante da família. O Benefício Primeira Infância sobe para R$ 173, enquanto o Benefício Variável Familiar passa a R$ 58.

Durante a cerimônia de assinatura, realizada no Palácio do Planalto, o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Bruno Moretti, informou que a correção considera uma inflação acumulada de 15,04% pelo INPC no período analisado.

Segundo os cálculos apresentados pelo governo, o aumento representa uma elevação nominal próxima de R$ 100 no valor médio recebido por família.

Renda e segurança alimentar

Durante a solenidade, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a atualização dos valores busca compensar perdas provocadas pela inflação e contribuir para evitar situações de insegurança alimentar entre as famílias mais vulneráveis.

Durigan também apresentou projeções para 2027. De acordo com ele, o Bolsa Família deverá representar entre 1,2% e 1,25% do Produto Interno Bruto (PIB), abaixo dos cerca de 1,5% registrados na transição entre 2022 e 2023.

Agência Brasil


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