Porto Velho (RO)21 de Setembro de 202611:26:03
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Vídeo mostra últimos momentos de estudante de direito antes de morte

Nas imagens, a estudante de direito, Isabelle Caracristi, aparece junto com o namorado, João Munhoz Neto


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Diário do Nordeste

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O caso da estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, encontrada morta há uma semana em um prédio de luxo em Fortaleza, ganhou grande repercussão e segue sendo investigado pela Polícia do Ceará. Imagens divulgadas neste domingo (20) mostram os últimos registros da jovem com vida ao lado do namorado, João Munhoz Neto, que agora é procurado.

Isabelle e João moravam juntos há poucas semanas, no 15º andar do edifício, com o irmão dele e a mãe dele, Sara Regina Alexandre Munhoz. Neste domingo (20), Sara foi localizada pela polícia em uma praia de Caucaia, na Região Metropolitana, e teve o celular apreendido.

Ela é coordenadora de execução da saúde prisional da Secretaria de Administração Penitenciária.Os dois se conheceram em julho, no escritório de advocacia onde ele trabalhava e ela era estagiária.

Segundo a mãe de Isabelle, Isorlanda Caracristi, a filha reclamava de ciúme e comportamento possessivo."Ela começou a me relatar que bastava ela descer para lanchar com as amigas do trabalho e, quando via, ele já estava lá junto.

Quando ela descia, às vezes, para comprar um remédio na farmácia quando sentia cólica, ele já estava lá. Reclamava que ele era muito ciumento", contou.No domingo (13), dia da morte, Isabelle passou o dia na casa da mãe.

A última mensagem para Isorlanda foi às 19h22, reclamando de um torcicolo. "Ela disse ‘te amo, mãe'", relatou.

A cronologia registrada pelas câmeras do prédio, obtidas pelo Diário do Nordeste, mostra:

17h58 - Isabelle chega ao prédio. João desce até a portaria para buscá-la e os dois sobem juntos no elevador para o apartamento do 15º andar.

18h33 - João deixa o prédio sozinho, já com outra roupa. No elevador, ele aparece trocando de anel na mão direita.

19h12 - Dez minutos antes da última mensagem para a mãe, Isabelle entra sozinha no elevador e sobe para a cobertura, no 23º andar. O apartamento onde morava fica no 15º.

20h40 - Horário em que, segundo a polícia, ocorre a morte. O corpo foi encontrado em uma área externa do prédio.

22h48 - João volta ao prédio, quando o carro da Perícia Forense já estava na garagem.

A mãe só soube da morte no dia seguinte, quando foi até o prédio após não conseguir contato. "Liguei pra ele várias vezes. Nada. Até que me toquei que a imagem dele não tava mais no WhatsApp e que eu tinha sido bloqueada", disse Isorlanda.

A Secretaria de Segurança Pública do Ceará informou que os primeiros exames apontaram lesões compatíveis com impacto contra o solo e que exames toxicológicos deram negativo.

A Perícia voltou ao prédio com drones para refazer a cena. Manifestantes se reuniram em frente ao local pedindo justiça.A polícia já colheu quatro depoimentos e deve ouvir outras quatro pessoas. O laudo completo deve sair até o início de outubro.


d24am


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