BRENO ESAKI/METRÓPOLES
Pesquisa AtlasIntel/Estadão divulgada nesta terça-feira (22/9) mostra que seis em cada 10 brasileiros não confiam no trabalho e nos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Os entrevistados responderam à pergunta: "Você confia no STF?".
Veja os resultados:
Não confiam na Corte: 61%
Confiam na Corte: 27,8%
Não souberam/Não quiseram responder: 11,1%
A pesquisa mostra ainda que as instituições ligadas à segurança pública estão entre as que mais despertam confiança dos brasileiros.
A Polícia Civil lidera o levantamento, com 60% de confiança, seguida pela Polícia Federal, com 58%, e pela Polícia Militar, 56%. Já a Igreja Católica aparece com 50%, enquanto o governo federal e o Banco Central (BC) registram 48% e 47%, respectivamente.
Na outra ponta, o STF aparece com 34% de confiança e 58% de desconfiança. O índice de desconfiança também é alto entre as Forças Armadas é de 52%. Já às igrejas evangélicas atinge 50%, e governos estaduais, 49%.
O Congresso Nacional registra o menor nível de confiança da pesquisa — apenas 8% dizem confiar na instituição, enquanto 81% afirmam não confiar.
Reputação dos ministros entre os brasileiros
A pesquisa também mediu a imagem que os brasileiros têm dos ministros do STF.
Cármen Lúcia e André Mendonça aparecem com 47% de avaliações positivas, os maiores índices entre os magistrados avaliados. Na sequência estão Flávio Dino, com 44%, e Alexandre de Moraes e Luiz Fux, ambos com 36%.
Entre as avaliações negativas, Dias Toffoli registra o maior índice, com 79%, seguido por Nunes Marques, com 63%.
Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes aparecem com 59% de avaliações negativas cada.
Edson Fachin soma 54%, enquanto Cristiano Zanin tem 48% e Luiz Fux, 49%.
O levantamento foi realizado entre 17 e 21 de setembro, por meio de recrutamento digital aleatório, e ouviu 1.852 brasileiros.
Ou seja, feita após a sessão plenária em que os ministros discutiram a possível abertura de uma investigação contra Moraes. A análise do caso, porém, acabou adiada após pedido de vista do ministro Flávio Dino.
A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
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