Porto Velho (RO)24 de Setembro de 202616:01:12
EDIÇÃO IMPRESSA
Brasil

PF cumpre operação em gabinete de desembargador do TRF-1

Desembargador é citado em mensagens analisadas pela PF sobre suposta interlocução com ministro do STF.


Imagem de Capa

PUBLICIDADE

A Polícia Federal realiza nesta quinta-feira (24), por determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), uma operação no gabinete do desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

O magistrado passou a ser citado em conversas analisadas pela PF que indicariam uma atuação de interlocução com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques em assuntos relacionados ao banqueiro Daniel Vorcaro.

As mensagens fazem parte de um HD encaminhado pela Polícia Federal ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do Caso Master, em julho.

Contrato de R$ 427 milhões

Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, a PF encontrou no material um contrato de advocacia no valor de R$ 427 milhões relacionado à chamada "Turma do KN". O pagamento estaria condicionado ao sucesso em processos de interesse de Vorcaro nos tribunais superiores, que poderiam liberar R$ 8,5 bilhões em precatórios.

Nas mensagens analisadas pelos investigadores, a sigla "KN" seria uma referência ao ministro Kassio Nunes Marques.

O conteúdo também aponta que assessores de Vorcaro utilizavam a expressão "turma do KN" para se referir a Newton Ramos e à esposa dele, a advogada Camilla Ramos.

Mensagens citam pedidos atribuídos a ministro

De acordo com as conversas, Newton Ramos teria repassado a Vorcaro pedidos atribuídos a Kassio Nunes Marques. Entre eles estaria uma solicitação relacionada à hospedagem no hotel Fasano.

As mensagens também indicariam que o desembargador mantinha Vorcaro atualizado sobre o andamento das discussões envolvendo os precatórios.

O material foi enviado ao gabinete de André Mendonça em julho. Na última semana, os ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes solicitaram acesso ao conteúdo completo do HD após questionamentos sobre a análise do material.

Mendonça nega ter direcionado a investigação para referências ao ministro Alexandre de Moraes.

Metrópoles


NOTÍCIAS RELACIONADAS

Últimas notícias de Brasil