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A emissão de gases de efeito estufa (GEE) registrou uma nova queda em 2025 no Brasil. A retração de 6% fez o volume ser o menor em oito anos. A redução no desmatamento foi o ponto que mais contribuiu para a diminuição.
Os dados são do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (Seeg) do Observatório do Clima e foram divulgados na manhã desta quarta-feira (21/10).
Em 2025, as emissões brutas nacionais foram de 2,06 bilhões de toneladas de CO2 equivalente (GtCO2e). Como em 2024 o volume havia sido de 2,19 GtCO2e, a redução equivale a 6%. Em 2024, já tinha havido uma queda nas emissões, de 13%.
Com a redução nas emissões em 2025, o Brasil ficou próximo de cumprir a própria meta estabelecida no Acordo de Paris para o ano de 2025, a chamada Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, na sigla em inglês).
Já as emissões líquidas caíram 9%. As emissões líquidas descontam do total o crescimento de vegetação secundária e a remoção de carbono por áreas protegidas. Este indicador atingiu 1,41 GtCO2e. Com a diminuição, o número é o menor desde 2012.
Conforme o Seeg, a redução nas emissões foi puxada pela forte desaceleração do desmatamento no país, com destaque para os biomas Amazônia e Cerrado.
A queda nas emissões líquidas por mudanças de uso da terra no país nos últimos três anos foi de 81% em relação a 2022. O volume passou de 860 milhões de toneladas de CO2e para 162 milhões.
Para 2026, é esperada pelo Seeg uma redução ainda maior. O motivo é a menor taxa de desmatamento da história tanto na Amazônia quanto no Cerrado.
Mesmo com a queda geral, a agropecuária continuou com o posto de atividade econômica mais emissora do Brasil, com 70% das emissões brutas. O número considera as emissões diretas do setor e as indiretas do desmatamento.
Queda do desmatamento em 2025
Em 2025, a taxa consolidada de desmatamento na Amazônia Legal foi de 5.731 km², segundo os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), responsável pelo Monitoramento Anual da Supressão da Vegetação Nativa (Prodes).
O desmatamento oficial apurado pelo Inpe por meio do Prodes leva em consideração o período de 1º de agosto de 2024 a 31 de julho de 2025. Em termos percentuais, a redução na Amazônia foi de 12,07% na comparação com o verificado com a taxa de 2024: 6.518 km².
Em 2025, também houve redução no Cerrado, neste caso de 11,4%. A taxa ficou em 7.235,27 km², a menor em cinco anos.
Metrópoles