(Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O Ministério da Fazenda abre nesta quinta-feira o processo de seleção de instituições financeiras interessadas em participar do leilão de dívidas da terceira fase do Desenrola Brasil. A expectativa é adquirir até R$ 90 bilhões em dívidas de pessoas físicas e microempreendedores individuais, com atrasos entre dois e quatro anos e meio.
Bancos financeiros e fundos de investimento terão até 30 de outubro para informar o volume de débitos que pretendem oferecer ao governo, como explica o ministro da Fazenda, Dario Dorigan.
"Agora uma convocação aos credores, aos bancos, aos fundos, para que eles, sim, se organizem, para que eles apresentem qual é o exato volume pelas diferentes faixas de rendimento dos seus correntistas, para que a gente avalie, e aí sim, dentro das nossas condições, fazendo num segundo momento, um leilão para aquisição, aí sim com os critérios todos para aquisição dessas carteiras."
A estimativa que a Uni pague até R$ 9 bilhões por essas carteiras com descontos de pelo menos 90% sobre o valor original das dívidas, segundo o secretário-executivo da Fazenda, Rogério Seron.
"Ele vai informar a carteira que ele tem interesse em afrontar nesse leilão, mas ele já se habilita para participar e ele aceita oferecer por no mínimo 90% de deságuas. Já é uma garantia de que, no mínimo, ele aceita o deságio de 90%. Então, se no limite esses R$ 90 bilhões de dívidas forem ofertados, de partida a gente saberia que no máximo consumiriam R$ 9 bilhões para a gente adquirir tudo."
O Desenrola 3.0 foi lançado no final de setembro, com foco na renegociação de dívidas de até R$ 10 mil no cartão de crédito e empréstimos pessoais. Após o leilão, as dívidas adquiridas pelo governo poderão ser renegociadas com os devedores e o consumidor poderá pagar o débito à vista ou parcelar o pagamento.
D24am