Porto Velho (RO)27 de Outubro de 202613:45:43
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Número de endividados de "risco" sobe 75% e chega a 20,3 milhões, diz BC

Endividamento é ponto de preocupação do governo federal e da autoridade monetária que editou medidas a respeito


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O número de pessoas endividadas com risco significativo de não honrar os pagamentos, classificadas como endividadas de "risco", chegou a 20,3 milhões, segundo o Banco Central (BC). O contingente cresceu 75% desde junho de 2021.

Esse grupo representa 17% do total de devedores do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

Para ser enquadrado como endividado de "risco", a pessoa precisa atender a pelo menos dois dos seguintes critérios estabelecidos pelo Banco Central:

dever parcelas de crédito há mais de 90 dias;

ter comprometimento da renda mensal com o pagamento do serviço das dívidas acima de 50%;

estar exposto ao mesmo tempo às seguintes modalidades de crédito: cheque especial, crédito pessoal sem consignação e crédito rotativo; e

renda mensal disponível, após o pagamento do serviço das dívidas, abaixo da linha de pobreza.

Contexto

O elevado endividamento preocupa as autoridades há meses. Por parte do governo federal, foi lançado, no início de maio deste ano, o programa Novo Desenrola Brasil, o Desenrola Brasil, para o refinanciamento de débitos em condições mais favoráveis.

Na última sexta-feira (23/10), o Banco Central editou três novas resoluções que estabelecem regras para a oferta e a contratação de crédito no Brasil.

As medidas incluem restrições à publicidade de empréstimos, maior transparência sobre as dívidas dos consumidores e novas exigências para a concessão de crédito durante transações realizadas pelo Pix. O BC não descarta novos critérios para a oferta de crédito.

"Há uma preocupação especificamente com as pessoas que já entraram no rotativo e estão pagando juros no cartão e pessoas que já estão com um nível de atraso significativo, seguindo o que são as melhores práticas internacionais, exemplos de literatura sempre de você tomar a preocupação de não fazer mais ofertas, especialmente essas ofertas mais agressivas que a gente conhece voltadas para este público", afirmou o presidente do BC, Gabriel Galípolo nesta terça.

Metrópoles


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