Porto Velho (RO)05 de Novembro de 202616:35:15
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Senadora cita Bolsonaro e pede condenação rápida de presidente do Paraguai

Esperanza Martínez defendeu medidas para impedir que Santiago Peña deixe o país durante as investigações.


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A senadora paraguaia Esperanza Martínez pediu, nesta quinta-feira (5), que as autoridades do país ajam rapidamente em um possível processo de condenação do presidente Santiago Peña. Durante uma reunião no Senado, ela afirmou que é necessário evitar que o chefe do Executivo deixe o Paraguai, fazendo uma comparação com o caso de Bolsonaro.

Martínez defendeu que Peña seja formalmente acusado e tenha os bens confiscados, caso as investigações avancem. Segundo a parlamentar, existe o risco de que ele deixe o país e fique fora do alcance da Justiça paraguaia.

A declaração ocorreu em meio à crise política que atinge o governo. Na quarta-feira (4), a Câmara dos Deputados aprovou a abertura de um processo de julgamento político contra Peña, com 78 votos favoráveis. A decisão agora será analisada pelo Senado, onde precisa do apoio de dois terços dos parlamentares.

Crise envolvendo banco

O pedido de impeachment está relacionado à crise do Ueno Bank, instituição financeira que encerrou as atividades após ser considerada insolvente pelo Banco Central do Paraguai, em 3 de novembro.

Peña já foi acionista da Ueno Holding, empresa ligada ao grupo controlador do banco, e permaneceu nessa condição até março de 2025. O caso levantou questionamentos sobre sua relação com a instituição.

O Ministério Público paraguaio solicitou uma investigação criminal sobre o banco e pediu a prisão de dois dirigentes. As apurações envolvem suspeitas sobre a gestão da instituição e empréstimos concedidos a empresas ligadas ao grupo controlador.

O órgão também acolheu um pedido para investigar possíveis crimes financeiros atribuídos ao presidente.

Renúncia e julgamento político

Diante do avanço do processo, Peña anunciou que deixaria o cargo. A renúncia, porém, ainda depende de uma decisão do Congresso paraguaio.

Segundo a imprensa local, parlamentares podem rejeitar a saída antecipada e dar continuidade ao julgamento político. A medida evitaria que o presidente deixasse o cargo mantendo as prerrogativas de senador vitalício, benefício previsto na legislação do país.

terra.com.br


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