Porto Velho (RO)31 de Janeiro de 202609:29:00
EDIÇÃO IMPRESSA
Agro

Exportações do RS somam US$ 21,5 bilhões em 2025

China segue como principal destino das exportações gaúchas


Imagem de Capa

Divulgação

PUBLICIDADE

O Rio Grande do Sul encerrou 2025 como o sétimo principal exportador do Brasil, com US$ 21,5 bilhões em vendas externas e participação de 6,2% no total nacional, segundo dados divulgados pelo Governo do Estado. O desempenho foi sustentado pelo primeiro trimestre do ano, período em que as exportações cresceram 12,1%.

A pauta exportadora gaúcha foi liderada pelo complexo soja, que somou US$ 5,0 bilhões, seguido por fumo e seus produtos, com US$ 3,0 bilhões, carnes, com US$ 2,7 bilhões, produtos florestais, com US$ 1,2 bilhão, cereais, farinhas e preparações, também com US$ 1,2 bilhão, e veículos rodoviários, que alcançaram US$ 1,1 bilhão em exportações ao longo do ano.

As informações constam no Boletim de Exportações, elaborado pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG). O estudo foi produzido pelo analista pesquisador em Relações Internacionais do DEE, Ricardo Leães.

Apesar da posição no ranking nacional, o Estado registrou retração de 1,9% nas exportações em 2025 na comparação com 2024, o equivalente a US$ 426,1 milhões, enquanto as exportações brasileiras cresceram 3,5% no mesmo período. O resultado foi influenciado principalmente pela queda de 20,3% no complexo soja, com redução de US$ 1,3 bilhão, associada à estiagem, além de recuos nos embarques de máquinas e equipamentos industriais, de 32,2%, e de produtos florestais, de 13,0%.

Em contrapartida, alguns segmentos apresentaram crescimento ao longo do ano. As exportações de carnes avançaram 15,4%, as de fumo e seus produtos cresceram 11,1% e as de veículos rodoviários aumentaram 26,3%. No setor pecuário, o crescimento das vendas de carnes bovina e suína compensou a retração de 1,3% nos embarques de carne de frango. Já na indústria automotiva, o desempenho foi impulsionado pelas exportações de partes, acessórios e veículos de passageiros.

A China foi o principal destino das exportações do Rio Grande do Sul em 2025, com participação de 22,5%, seguida pela União Europeia, com 12,9%, Estados Unidos, com 7,7%, e Argentina, com 7,0%. Vietnã, Indonésia, Paraguai e Uruguai completaram o grupo dos principais mercados, que, juntos, concentraram 61,4% do valor exportado pelo Estado.

Entre os parceiros comerciais, a Argentina consolidou-se como o quarto principal destino, com exportações de US$ 1,5 bilhão e crescimento de 36,4% em relação a 2024, elevando sua participação de 5,0% para 7,0% na pauta estadual. O avanço foi associado à recuperação das importações argentinas a partir do segundo semestre de 2024, com destaque para veículos de passageiros, autopeças e máquinas e equipamentos agropecuários.

As exportações para Singapura somaram US$ 350,5 milhões em 2025, com alta de 72,6%. Desse total, 52,0% corresponderam a óleos combustíveis, refletindo a atuação da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) e o papel de Singapura como polo energético e logístico, além dos embarques de carne de frango.

A Indonésia apresentou crescimento de 167,1% nas compras de produtos gaúchos, com acréscimo de US$ 377,1 milhões, impulsionado principalmente por farelo de soja, fumo não manufaturado e cereais. Em sentido oposto, as maiores retrações absolutas ocorreram nas exportações destinadas à China, à Coreia do Sul e ao Irã.

No caso da China, a redução esteve associada à menor oferta de soja e celulose, além da queda nos embarques de carnes. A carne de frango foi impactada por embargos decorrentes do foco de influenza aviária registrado em Montenegro, embora o produto tenha mantido participação estável na pauta estadual, com US$ 1,2 bilhão exportados em 2025.

As exportações para os Estados Unidos também foram afetadas pelo aumento de tarifas a partir do segundo semestre do ano. Após julho, as vendas externas recuaram de forma mais intensa, encerrando 2025 com queda de 10,9%, equivalente a US$ 200,5 milhões. Entre agosto e dezembro, a retração concentrou-se em fumo não manufaturado, armas e munições, madeira, tratores agrícolas e celulose, que responderam por 63,4% da perda registrada no período.











agrolink


NOTÍCIAS RELACIONADAS

Últimas notícias de Agro