Porto Velho (RO)08 de Agosto de 202600:12:03
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Agro

Perto do fim da cota chinesa, embarque de carne bovina recua 17,7% em julho

Valor das exportações reduziu de US$ 1,53 bilhão para US$ 1,44 bilhão (5,8%); embarques totais de produtos agropecuários aumentaram 9,3%


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REUTERS/Pilar Olivares

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Com mais de 80% da cota chinesa já preenchida, o volume de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada exportada em julho recuou 17,7% frente ao mesmo período de 2025. 

Segundo dados da balança comercial divulgados pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio) divulgados nesta quinta-feira (6), o Brasil exportou 227,9 mil toneladas em julho ante as 276,8 mil toneladas embarcadas no mesmo mês de 2025.

O recuo do volume refletiu-se também no valor dos embarques, que caíram 5,8%, para US$ 1,44 bilhão, queda de 5,8%. 

Por outro lado, o preço médio por tonelada aumentou 14,4%, saltando de US$ 5.549 para US$ 6.350.

Dados do setor 

Em comparação ao mesmo período de 2025, os embarques totais de produtos da agropecuária aumentaram 9,3% e somaram US$ 7,8 bilhões. Além do valor, as exportações do agro também cresceram em volume (4,8%) e preço (4,1%) no comparativo.

A soja, principal produto do setor, correspondeu a 17,2% do total embarcado pelo Brasil no mês e somou US$ 5,87 bilhões em julho, um aumento de 17,4% em comparação ao mesmo período de 2025. As exportações da oleaginosa também aumentaram em volume (9,3%) e preço (7,4%). 

Já as exportações de café não torrado apresentaram uma redução no volume (4,8%) e preço (17,8%). Em julho, os embarques de produto somaram US$ 0,81 bilhão, uma queda de 21,8% frente ao mesmo mês de 2025.

Outros produtos de destaque no mês foram: Animais vivos, não incluído pescados ou crustáceos (+ 67,8% com aumento de US$ 0,41 bilhão ); Algodão em bruto (+ 13,6% com aumento de US$ 0,37 bilhão ); Milho não moído, exceto milho doce (+ 11,7% com aumento de US$ 0,23 bilhão ) e Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (+ 20,0% com aumento de US$ 0,13 bilhão ).

 Carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas (+ 20,0% com aumento de US$ 1,01 bilhão ) e Farelos de soja e outros alimentos para animais (excluídos cereais não moídos),farinhas de carnes e outros animais (+ 16,9% com aumento de US$ 0,86 bilhão ), também apresentaram um desempenho positivo ante julho de 2025. 



cnnbrasil


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