Porto Velho (RO)01 de Setembro de 202600:49:35
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Agro

Arroz sobe 22% no RS e pode ficar mais caro para o consumidor

Preço da saca de 50 quilos passou de R$ 60,33 para R$ 73,60 entre julho e agosto, em meio a estoques mais enxutos e expectativa de menor produção


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Divulgação: Irga

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Com o período de entressafra, os preços do arroz ao produtor avançaram 22% no Rio Grande do Sul entre 1º de julho e 13 de agosto, segundo acompanhando do mercado. A saca de 50 quilos passou de R$ 60,33 para R$ 73,60 para ao produtor. O estado é responsável por 70% da produção nacional.

Para o consumidor, o repasse costuma ocorrer com defasagem, à medida que a indústria e varejo renovam seus estoques, de forma que pode levar até dois meses para o ajuste chegar às gôndolas.

Segundo análise da Consultoria Agro do Itaú BBA, o mercado também começa a incorporar as perspectivas para a safra 2026/27, que apontam para uma nova redução da produção brasileira e menor oferta regional no Mercosul.

"Diante desse cenário, compradores passaram a atuar de forma mais ativa, contribuindo para a recuperação das cotações", diz o banco.

As exportações também têm ajudado a reduzir os excedentes no mercado doméstico. Embora os embarques tenham recuado em julho, o volume acumulado desde janeiro chegou a 1,2 milhão de toneladas, alta de 25% em relação ao mesmo período do ano passado. A valorização do dólar, por sua vez, aumentou a competitividade do arroz brasileiro no mercado internacional e deu suporte adicional aos preços internos.

Segundo o banco, outro fator que passou a influenciar as expectativas do mercado é o El Niño, que elevou a percepção de risco sobre a oferta futura e contribuiu para sustentar as cotações. Em resposta aos possíveis impactos do fenômeno sobre a produção nacional, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) anunciou a aquisição de 310 mil toneladas de arroz por meio da Política de Garantia de Preços Mínimos (AGF).

A medida busca reforçar os estoques públicos e criar um mecanismo de mitigação diante de eventuais impactos climáticos. "A retirada desse volume do mercado tende a reduzir parte do excedente disponível e contribuir para o equilíbrio entre oferta e demanda. Por outro lado, a iniciativa também pode estimular uma maior retenção dos estoques pelos produtores em um momento de reequilíbrio do mercado", aponta o Itaú BBA.

Para o banco, a continuidade da alta dependerá principalmente da velocidade de absorção desses excedentes ao longo da entressafra, do desempenho das exportações e da manutenção de uma postura mais restritiva dos produtores na comercialização.

"O mercado passa a direcionar cada vez mais sua atenção para a próxima safra, marcada pela expectativa de redução da produção e queda significativa dos estoques de passagem, fatores que podem tornar os fundamentos mais favoráveis ao longo de 2026/27", afirma Marina Marangon, na nota analista da Consultoria Agro do Itaú BBA.

cnnbrasil


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