Porto Velho (RO)23 de Setembro de 202616:41:46
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EUA reduzem cota de açúcar brasileiro com tarifa reduzida

Brasil poderá exportar 100 mil toneladas aos EUA no ano fiscal de 2027, cerca de 36% menos que no período anterior.


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Os Estados Unidos reduziram a quantidade de açúcar bruto de cana que o Brasil poderá exportar com acesso à tarifa de importação reduzida no ano fiscal de 2027. A nova distribuição foi anunciada nesta quarta-feira (23) pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).

Com a definição, o Brasil terá uma cota de 100 mil toneladas, volume aproximadamente 36% menor que o registrado no ano anterior. O novo período começa em 1º de outubro de 2026 e termina em 30 de setembro de 2027.

Os EUA estabelecem anualmente uma cota de importação de cerca de 1,1 milhão de toneladas de açúcar bruto de cana, conforme compromissos assumidos na Organização Mundial do Comércio (OMC). Dentro desse limite, o produto recebe uma tarifa menor. Já as importações que ultrapassam a quantidade definida estão sujeitas a uma tarifa de aproximadamente US$ 340 por tonelada.

Segundo o USTR, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) havia definido, em julho, um volume total de 1.117.195 toneladas métricas para o ano fiscal de 2027. Desse montante, 1.061.202 toneladas já haviam sido distribuídas entre países. As 55.993 toneladas restantes foram agora destinadas conforme a nova divisão.

O órgão também informou que países contemplados pela cota precisam apresentar certificados que comprovem a elegibilidade e a origem do açúcar.

Entidade americana pede mudança nas tarifas

A American Sugar Alliance, organização que representa o setor açucareiro dos Estados Unidos, defende uma revisão das tarifas cobradas sobre o açúcar importado acima das cotas.

Segundo a entidade, políticas de subsídios e mecanismos de proteção adotados por países exportadores, como Brasil, Índia e Tailândia, poderiam afetar os preços no mercado internacional. A organização afirma que esses três países representam cerca de 70% das exportações mundiais de açúcar.

A entidade também estima que produtores americanos de cana e beterraba tenham deixado de receber mais de US$ 3 bilhões nos últimos dois anos devido à entrada de açúcar estrangeiro que considera subsidiado e importado acima das cotas.

A American Sugar Alliance afirma ainda que as tarifas cobradas sobre volumes que ultrapassam os limites não são atualizadas há 26 anos e defende uma mudança nos valores.

Metrópoles


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