Porto Velho (RO)05 de Outubro de 202617:59:07
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Agro

Mercado brasileiro recebe menos fertilizantes e queda preocupa para próxima safra

Entregas recuaram 22,3% em julho, enquanto produção nacional e importações também registraram queda


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As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 3,96 milhões de toneladas em julho, uma queda de 22,3% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram entregues 5,09 milhões de toneladas. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (5) pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA).

Entre janeiro e julho, o país recebeu 22,98 milhões de toneladas, volume 8,8% menor que os 25,21 milhões de toneladas registrados no mesmo período do ano passado.

Segundo a ANDA, as compras começaram 2026 em ritmo considerado normal, impulsionadas pelo desempenho da safrinha no primeiro trimestre. A movimentação, porém, perdeu força após o início da guerra no Irã, quando houve redução na realização de novos negócios.

A associação afirma que os efeitos começaram a aparecer nas entregas a partir de maio e podem influenciar o abastecimento da safra 2026/27.

Produção nacional também recua

A produção brasileira de fertilizantes intermediários caiu 19,9% em julho, para 517 mil toneladas. No acumulado de janeiro a julho, foram produzidas 3,34 milhões de toneladas, redução de 19,7% em comparação com as 4,16 milhões de toneladas do mesmo período de 2025.

De acordo com a ANDA, um dos fatores para a queda foi o aumento dos preços do enxofre, utilizado na fabricação de fertilizantes fosfatados.

A entidade ressalta, porém, que os números não representam toda a produção nacional, especialmente nos casos de ureia e cloreto de potássio, devido a mudanças na estrutura societária de empresas e à retomada de produção em alguns ativos.

Importações diminuem

As importações de fertilizantes intermediários também registraram redução. Em julho, foram 3,54 milhões de toneladas, queda de 21,4% na comparação anual.

Nos primeiros sete meses de 2026, o Brasil importou 21,23 milhões de toneladas, 7,6% menos que as 22,98 milhões de toneladas desembarcadas no mesmo período de 2025.

O Porto de Paranaguá (PR), principal entrada de fertilizantes no país, recebeu 5,4 milhões de toneladas entre janeiro e julho, queda de 10% em relação ao mesmo período do ano passado. O terminal respondeu por 25,4% das importações brasileiras no período.

Nitrogenados entram no radar

Os fertilizantes nitrogenados estão entre os principais pontos de atenção para os próximos meses. As importações de nitrogênio presente em produtos como ureia, sulfato de amônio e nitrato de amônio ficaram cerca de 20% abaixo do registrado nos primeiros oito meses de 2025.

A segunda metade do ano costuma concentrar uma parcela maior das compras desses produtos, principalmente para o planejamento das próximas safras e o cultivo do milho.

Com a redução das importações e das entregas, além dos custos dos nutrientes, do crédito e da capacidade de compra dos produtores, os estoques e a chegada das cargas previstas passam a ser acompanhados de perto para garantir o abastecimento dos próximos ciclos.

CNN Brasil


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