O mercado brasileiro de soja registrou valorização em diversas regiões nesta quinta-feira (29), mesmo com a queda dos contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago, nos Estados Unidos. A alta do dólar e o aumento da procura por parte das indústrias foram os principais fatores que contribuíram para sustentar os preços no país.
Com a moeda americana mais valorizada, os compradores elevaram as ofertas em diferentes praças brasileiras. Nos portos, as cotações também permaneceram firmes, favorecendo as negociações no mercado interno.
Preços avançam em diferentes regiões
Entre as regiões acompanhadas pelo mercado, algumas registraram aumento de R$ 1 por saca de 60 quilos.
Em Passo Fundo e Santa Rosa, no Rio Grande do Sul, os valores passaram para R$ 153 e R$ 154, respectivamente. Em Cascavel (PR), a cotação chegou a R$ 149, enquanto Dourados (MS) registrou R$ 143.
Nos portos, Paranaguá (PR) alcançou R$ 160 por saca. Já em Rio Grande (RS), o preço subiu para R$ 161.
Em Rondonópolis (MT), a cotação permaneceu em R$ 141. Em Rio Verde (GO), houve uma pequena queda, com o valor passando de R$ 142 para R$ 141.
Indústrias aumentam interesse pela soja
Outro fator que contribuiu para a valorização foi a maior movimentação das indústrias esmagadoras, que buscaram garantir estoques de matéria-prima para processamento até dezembro.
Em algumas localidades, os compradores chegaram a oferecer valores acima dos indicados pela paridade de exportação.
A valorização do dólar também teve influência direta nas negociações. Como a soja brasileira acompanha referências internacionais, a alta da moeda americana pode elevar os preços em reais, mesmo quando as cotações externas apresentam recuo.
Bolsa de Chicago registra queda
Enquanto o mercado brasileiro avançou, os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Chicago.
A pressão veio principalmente do avanço da colheita nos Estados Unidos, que aumentou as expectativas de oferta do grão no mercado internacional. As condições climáticas favoráveis também contribuíram para o andamento dos trabalhos no campo.
O recuo do petróleo foi outro fator que influenciou o mercado, devido à relação entre os preços da energia e os biocombustíveis.
O contrato da soja com vencimento em novembro encerrou o pregão cotado a US$ 12,19¾ por bushel, com queda de 0,38%. Já o vencimento de janeiro terminou a US$ 12,34¾, recuo de 0,26%.
Entre os derivados, o farelo de soja para dezembro caiu US$ 6,40 por tonelada, enquanto o óleo de soja registrou leve valorização.
Dólar fecha em alta
O dólar comercial encerrou a quinta-feira com avanço de 0,76%, cotado a R$ 5,3871 para venda. Durante o pregão, a moeda oscilou entre R$ 5,3429 e R$ 5,4289.
A combinação entre câmbio favorável e maior procura das indústrias ajudou a manter os preços da soja em alta no Brasil.
Para os próximos períodos, o mercado continuará acompanhando fatores como o comportamento do dólar, as negociações internacionais, a demanda pelo grão e o avanço da colheita norte-americana.
NC news