Porto Velho (RO)11 de Março de 202606:52:08
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Ciência & Tecnologia

Vídeo impressionante mostra enorme bola de fogo flamejando sobre a Europa

Fenômeno foi avistado em cinco países europeus, durou seis segundos e deixou rastro visível antes de se fragmentar


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ALLSKY7/Bernd Klemt – AMS76 Herkenrath/DE

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No início da noite de domingo (8), um fenômeno astronômico chamou a atenção de moradores de diversas partes da Europa. Uma bola de fogo brilhante cruzou o céu, movendo-se do sudoeste para o nordeste, e foi avistada de forma simultânea na Bélgica, França, Alemanha, Luxemburgo e Holanda.

O clarão durou aproximadamente seis segundos, deixando um rastro claramente visível antes de o objeto se fragmentar em vários pedaços. O evento foi gravado por celulares de testemunhas e por câmeras dedicadas ao monitoramento de meteoros. Diversos observadores relataram, inclusive, que o fenômeno emitiu sons que puderam ser ouvidos do chão.

Apesar do susto causado pela luminosidade e pelo estrondo, não há nenhum registro de pessoas feridas. No entanto, pelo menos uma residência na cidade de Koblenz-Güls, na Alemanha, foi atingida por pequenos meteoritos resultantes da fragmentação.

Investigações e o "ponto cego" dos telescópios

A equipe de Defesa Planetária do Programa de Segurança Espacial da ESA (Agência Espacial Europeia) está analisando as imagens e dados disponíveis para detalhar o ocorrido.

As estimativas iniciais dos especialistas apontam que o objeto possuía alguns metros de diâmetro, um tamanho considerado comum para corpos celestes que costumam atingir a Terra em intervalos que variam de poucas semanas a alguns anos. A agência ainda está estimando o tamanho total do objeto.

A ESA explicou que o meteoro não foi visto por grandes telescópios de varredura porque, considerando o horário e a direção do impacto, ele provavelmente se aproximou da Terra a partir de regiões diurnas e mais brilhantes do céu, próximo ao anoitecer.

Esse cenário cria um "ponto cego" na observação astronômica. Até a data deste evento, a ciência contava com apenas 11 detecções bem-sucedidas de objetos espaciais naturais antes de entrarem na nossa atmosfera.

Para tentar contornar essa dificuldade e melhorar as taxas de alerta prévio de impactos, a equipe da ESA informou que está desenvolvendo novos projetos e tecnologias, a exemplo do telescópio de pesquisa de asteroides batizado de Flyeye.

A agência prometeu divulgar novas atualizações sobre o corpo celeste à medida que a análise dos dados avançar.








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