As competições de robótica promovidas pelo Serviço Social da Indústria (SESI) reúnem estudantes de diferentes partes do país em desafios que envolvem programação, matemática, física, engenharia e trabalho em equipe.
O SESI organiza no Brasil, desde 2012, torneios ligados à FIRST. De acordo com a instituição, mais de 45 mil estudantes já participaram das competições. Atualmente, cada temporada reúne mais de 1,5 mil equipes e cerca de 10 mil alunos.
Na temporada 2026/2027, uma das novidades é a ampliação da participação de estudantes mais jovens em uma das modalidades.
Robótica combina tecnologia e aprendizado
Para participar dos torneios, os estudantes precisam desenvolver e programar robôs capazes de cumprir diferentes missões. Durante a preparação, as equipes realizam testes, identificam problemas e buscam soluções para melhorar os projetos.
Segundo Paulo Mól, diretor-superintendente do SESI, a atividade integra diferentes áreas do conhecimento, como ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática, conjunto conhecido pela sigla STEAM.
Além dos conhecimentos técnicos, os estudantes também desenvolvem habilidades relacionadas à colaboração, criatividade, comunicação e organização, conforme avaliação do SESI.
Estudantes passam de usuários a criadores
A proposta das competições também busca ampliar o contato dos jovens com a tecnologia de forma prática. Em vez de apenas utilizar ferramentas e equipamentos prontos, os alunos participam da criação dos próprios projetos e procuram soluções para os desafios apresentados.
O diretor-superintendente do SESI destaca que o acesso à tecnologia precisa estar acompanhado de oportunidades para que os estudantes aprendam a utilizá-la de maneira ativa.
As competições também contam com equipes de escolas públicas, cuja participação tem aumentado ao longo das edições.
Além de aproximar os alunos da tecnologia, a experiência pode apresentar possibilidades profissionais em áreas como engenharia, computação e ciência.
Participação pode influenciar escolha profissional
Um estudo realizado pelo SESI comparou as escolhas acadêmicas de jovens que participaram das competições de robótica com as de estudantes que não tiveram a mesma experiência.
No quarto ano da faculdade, 81% dos ex-competidores afirmaram estar matriculados em cursos de bacharelado nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, conhecidas pela sigla STEM. Entre os estudantes do grupo de comparação, o índice foi de 64%.
Quando considerados especificamente cursos de engenharia ou ciência da computação, o percentual foi de 59% entre os antigos participantes das competições e de 24% no grupo de comparação.
Nova temporada amplia participação
Na temporada 2026/2027, a FIRST Tech Challenge (FTC) passa a receber estudantes mais jovens. A edição também marca os 15 anos da FIRST LEGO League Challenge (FLLC) nas escolas SESI.
Segundo a instituição, as equipes brasileiras também acumulam resultados em competições internacionais. Desde o início da organização dos torneios da FIRST no país, os estudantes conquistaram mais de 190 prêmios no exterior, incluindo três títulos mundiais na FLLC.
Com a entrada de alunos mais jovens, a robótica passa a fazer parte da trajetória escolar de mais estudantes e amplia o contato com áreas ligadas à ciência, tecnologia e inovação.
CNN Brasil