Um fóssil preservado em âmbar revelou uma nova espécie de inseto que viveu há aproximadamente 99 milhões de anos, durante o período em que os dinossauros habitavam a Terra. O animal recebeu o nome de Cretodorus noonoo, também chamado de Noo-Noo pelos pesquisadores.
O que mais chamou a atenção dos cientistas foram as peças bucais do inseto. A estrutura, localizada na cabeça e usada para capturar e ingerir alimentos, era excepcionalmente longa e flexível.
A descoberta foi analisada por pesquisadores da Universidade de Tel Aviv, em Israel, e da Academia Chinesa de Ciências. Os resultados do estudo foram publicados no fim de julho na revista científica Insects.
Estrutura semelhante a um canudo flexível
Para investigar as características do inseto, os pesquisadores utilizaram microtomografia computadorizada de alta resolução. O exame revelou que as peças bucais apresentavam dobras transversais, característica que provavelmente permitia que a estrutura se movimentasse e se curvasse.
Outro indício da flexibilidade foi observado nos próprios fósseis, já que as peças bucais estavam curvadas. Segundo os pesquisadores, esse tipo de característica não é encontrado nos representantes atuais da família Neazoniidae.
O Cretodorus noonoo pertence a uma antiga linhagem de cigarrinhas. Seus ancestrais apresentavam estruturas bucais robustas, enquanto os parentes modernos possuem peças mais simples, indicando que a característica encontrada no fóssil pode ter sido uma adaptação específica daquele período.
Inseto provavelmente sugava seiva
As análises indicam que a estrutura bucal do Noo-Noo tinha capacidade de perfurar superfícies e realizar sucção. No entanto, os pesquisadores descartaram a hipótese de que o inseto se alimentasse de néctar.
A principal possibilidade é que a espécie utilizasse as peças bucais alongadas para retirar seiva de árvores. A descoberta ajuda a ampliar o conhecimento sobre a diversidade e as adaptações dos insetos que viveram durante a era dos dinossauros.
Metrópoles