Porto Velho (RO)29 de Julho de 202616:29:29
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BiS Brasília debate como patrocínios e incentivos fortalecem esporte e cultura no Brasil


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Foto: Reprodução / BiS SiGMA South America

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O segundo dia do BiS Brasília trouxe uma discussão centrada no papel dos investimentos privados para a manutenção e a expansão de projetos esportivos e culturais no país.

 O painel "A Importância dos Patrocínios e das Leis de Incentivo para a Sustentabilidade do Esporte e da Cultura" ocorreu das 10h05 às 10h55, em 3 de junho de 2026, no Royal Tulip Alvorada, em Brasília (DF), dentro da programação do evento de apostas

Ao longo do debate, os participantes relacionaram o avanço do mercado de apostas à necessidade de construir impacto real em diferentes regiões, setores e comunidades, indo além da exposição de marca e da lógica comercial mais imediata.

A conversa mostrou que o tema ganhou força no evento de apostas porque envolve reputação, retorno institucional, desenvolvimento regional e sustentabilidade.

 Em vez de tratar apenas da presença das marcas no futebol, o painel ampliou o foco para cultura, ciência, festivais, projetos sociais e iniciativas que possam reposicionar o setor de apostas diante da opinião pública.

O que o painel mostrou sobre o uso estratégico dos patrocínios?

Um dos pontos mais fortes do debate foi a defesa de uma distribuição mais inteligente dos investimentos. 

Presidente da Associação da Pará Eventos, Ivanna Carneiro, afirmou: "Quando você investe lá, o impacto para esta região, para esta população e para este nicho, reverbera de uma maneira significativa que você não tem nos grandes centros." 

Na fala, Carneiro sustentou que regiões fora do eixo tradicional concentram oportunidades ainda subaproveitadas e podem responder de forma mais intensa ao investimento privado.

Na mesma linha, Chief Business Officer da Esportes da Sorte, Hugo Baungartner, destacou: "Hoje, nosso desafio, e até um pouco da nossa conversa interna, é não estar na camisa apenas por estar na camisa. 

É criar conectividade com esse fã." A fala de Baungartner reforçou que o investimento das marcas de apostas não pode mais se limitar à visibilidade. Segundo ele, a estratégia precisa gerar pertencimento, vínculo com a comunidade e valor percebido pelo público.

O debate também evidenciou que, dentro do evento de apostas, a discussão sobre patrocínio já não está restrita à compra de mídia. 

A ideia central foi a de que as empresas precisam conectar seus investimentos a projetos com impacto concreto, inclusive em segmentos que historicamente recebem menos atenção do mercado.

Por que o setor de apostas precisa olhar para reputação e sustentabilidade?

Outro eixo importante do painel foi a relação entre patrocínio, credibilidade e futuro do mercado. Ex-Presidente do Clube Atlético Mineiro, Sérgio Sette Câmara, avaliou: "Eu entendo que o patrocínio vindo das casas de apostas é uma coisa irreversível." Ao mesmo tempo, Sette Câmara lembrou que a consolidação desse movimento depende de ambiente regulado, articulação institucional e defesa mais coordenada do setor.

Fundador e CEO da Máquina do Esporte, Erich Beting, pontuou: "Patrocínio não é caridade. Esse é o primeiro ponto, então quem colocar o dinheiro tem que ter algum retorno sobre esse investimento." A observação de Beting foi uma das mais objetivas do painel e resumiu a lógica de mercado por trás da presença crescente das marcas de apostas no esporte e na cultura. Para ele, o retorno precisa ser sustentável dos dois lados, sem inflar artificialmente cifras ou comprometer a continuidade das ações.

Na condução e no fechamento da conversa, Sócio Fundador e Conselheiro Empresarial da PMRA Porto Miranda Rocha Advogados, Bernardo Rocha, afirmou: "A parceria entre o público e o privado continua a ser a melhor opção para o Brasil." A declaração sintetizou o espírito do painel: a combinação entre investimento privado, segurança jurídica e interesse público apareceu como caminho para fortalecer tanto a cultura quanto o esporte.

Ao reunir diferentes visões, o painel mostrou que o BiS Brasília tratou o avanço das apostas não apenas como fenômeno econômico, mas como tema institucional. 

As falas de Carneiro, Baungartner, Sette Câmara, Beting e Rocha convergiram em um ponto: a sustentabilidade do setor passa por investimentos mais estratégicos, regionalmente distribuídos e capazes de produzir retorno social e reputacional.

 Dentro do evento de apostas, esse debate reforçou que o futuro do mercado regulado dependerá não só de operação e arrecadação, mas também da capacidade de gerar confiança, apoiar projetos relevantes e ampliar o alcance positivo dos recursos movimentados pelas apostas.



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