Michael M. Santiago/Getty Images
Tiros foram ouvidos na noite desta segunda-feira (5) na capital da Venezuela, próximos ao Palácio Presidencial de Miraflores, em Caracas, em meio ao clima de tensão no país após a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro.
Moradores da região registraram em vídeos o que parecem ser luzes disparadas por drones e sons de disparos antiaéreos no céu, segundo registros e relatos preliminares.
A CNN entrou em contato com os ministérios da comunicação e das relações exteriores da Venezuela para obter mais informações.
A situação política no país segue delicada desde que a vice-presidente Delcy Rodríguez foi empossada como presidente interina em cerimônia realizada na Assembleia Nacional da Venezuela nesta segunda-feira (5).
Durante seu discurso de posse, Rodríguez manteve o tom crítico contra os Estados Unidos, mas também deixou transparecer sinais de que pode estar aberta a negociações com Washington para se manter no poder, conforme analisou Américo Martins, no CNN 360°.
Trump diz que ele está no comando da Venezuela
O alto assessor da Casa Branca, Stephen Miller, disse na segunda-feira (5) que os EUA estão "no comando" do país devido à ameaça representada pelas forças militares que permanecem posicionadas.
Ainda não é possível confirmar se os tiros ou luzes vistas perto de Miraflores estão relacionados a confrontos de segurança, medidas de defesa do palácio ou atividades de controle do espaço aéreo.
Captura de Maduro
A detenção de Maduro ocorreu em uma operação militar dos EUA sem autorização do Congresso americano, e o líder venezuelano foi levado para Nova York, onde enfrenta acusações relacionadas ao narcotráfico.
Em audiência realizada nesta segunda-feira, o ditador se declarou inocente de todos os crimes dos quais é acusado.
"Sou inocente. Não sou culpado de nada que é mencionado aqui", afirmou o ditador. "Sou um homem decente", adicionou em outro momento. A esposa do venezuelano, Cilia Flores, também ouviu as acusações e se declarou inocente.
CNN