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O Ibovespa fechou em forte queda nesta quarta-feira, 4, quase perdendo os 180 mil pontos no pior momento, em dia de forte correção na bolsa paulista após recordes recentes, com bancos entre as maiores pressões, assim como os papéis da Totvs, que desabaram 13%. Já o dólar, após alternar altas e baixas em diferentes momentos da sessão, fechou próximo da estabilidade no Brasil, resistindo à influência da realização de lucros na bolsa e do avanço da moeda norte-americana no exterior.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 2,13%, a 181.712,54 pontos, chegando a 180.268,54 na mínima, após marcar 185.670,99 na máxima do dia. O volume financeiro somava R$ 32,5 bilhões antes dos ajustes finais.
O dólar à vista fechou o dia com leve alta de 0,03%, aos R$ 5,2501. No ano, a moeda acumula agora queda de 4,35%.
Às 17h03, o dólar futuro para março — atualmente o mais líquido no Brasil — subia 0,20% na B3, aos R$ 5,2775.
O dólar à vista chegou a oscilar abaixo dos R$ 5,22 pela manhã, em meio à queda ante outras divisas de países emergentes, mas ao longo da sessão a moeda norte-americana ganhou força ante o real, enquanto também se fortalecia no exterior.
No Brasil, investidores também aproveitaram a quarta-feira para realizar os lucros recentes na bolsa, levando o Ibovespa a cair mais de 2%, com impactos no câmbio.
"Após vários pregões de forte apetite ao risco, com o real se valorizando ante o dólar e Ibovespa batendo recordes, o investidor começa a realizar lucros", comentou à tarde João Duarte, especialista em câmbio da One Investimentos.
Assim, após atingir a cotação mínima intradia de R$5,2167 (-0,60%) às 10h53, o dólar à vista escalou até a máxima de R$5,2654 (+0,32%) às 16h07.
No entanto, antes do fechamento o dólar se reaproximou da estabilidade, mesmo com a bolsa se mantendo com perdas firmes até o fim da tarde.
No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de março.
À tarde, o BC informou que o Brasil registrou fluxo cambial total positivo de US$5,086 bilhões em janeiro, impulsionado pela forte entrada líquida de recursos no país na semana passada, de US$4,180 bilhões.
No exterior, às 17h10, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,23%, a 97,637.
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