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O dólar manteve-se estável frente ao real pelo segundo pregão seguido nesta quinta-feira (5/2). A moeda americana registrou alta de apenas 0,09% em relação à divisa brasileira, cotado a R$ 5,25%. Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), voltou a operar em alta, depois de ter despencado 2,14% na véspera. Às 17 horas, ele subia 0,67%, aos 182.897,36 pontos.
Os mercados de câmbio e de ações foram afetados na sessão desta quinta-feira pela divulgação de dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos. As informações reacenderam alertas de uma eventual desaceleração exagerada da economia americana.
De acordo com o relatório "Job Openings and Labor Turnover Survey" (Jolts), divulgado pelo Departamento de Estatísticas do Trabalho, o total de vagas em aberto ficou em 6,5 milhões em dezembro de 2025, nível mais baixo desde setembro de 2020. O número representou uma queda de 386 mil postos sobre novembro. Em um ano, a queda foi de 955 mil.
Com a veiculação do relatório, as bolsas de Nova York embicaram para baixo. Às 16h15, o S&P 500 caía 0,81%, o Dow Jones baixava 0,86% e o Nasdaq, que concentra ações do setor de tecnologia, recuava 0,94%.
Ibovespa
No Ibovespa, a elevação foi puxada por ações de grandes bancos que, em parte, se recuperaram da forte queda da véspera. O Itaú liderou o movimento de alta, depois de ter divulgado um resultado no quarto trimestre de 2025, acima do esperado pelo mercado. O Santander, contudo, caiu pelo segundo dia seguido.
Vale e Petrobras, os dois papéis com maior peso na composição do Ibovespa, recuaram no pregão, contendo a alta do índice. Às 16h30, as ações da mineradora baixavam 2,26% e as da petroleira, 1,05%.
O câmbio no Brasil seguiu o tom dado pelo exterior. O índice DXY, que compara o desempenho da moeda dos EUA com outras seis divisas importantes (iene, euro, libra esterlina, dólar canadense, coroa sueca e franco suíço), subia 0,18%, aos 97,82 pontos, às 16h36.
Análise
Para Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, a cotação do dólar foi influenciada por fatores externos, em linha com a valorização do DXY, depois da divulgação de dados mais fracos do mercado de trabalho nos EUA.
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