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O Ibovespa fechou próximo da estabilidade nesta terça-feira (7), em meio ao sentimento de cautela que dominou os mercados globais ao longo do dia antes do término do prazo dado pelos Estados Unidos para que o Irã aceite um acordo e reabra o Estreito de Ormuz.
O principal índice da bolsa operou no negativo durante todo o dia, mas virou o sinal no final do pregão, após notícia de que a Casa Branca avalia uma proposta para estender o prazo dado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, que terminaria às 21h desta terça-feira (horário de Brasília).
O Ibovespa fechou em leve alta de 0,05%, aos 188.258,91 pontos na máxima do dia. Na mínima, o índice marcou 185.885,25. O volume financeiro somou R$ 26,3 bilhões
Já o dólar à vista fechou com alta de 0,16%, cotado a R$ 5,1549 na venda.
Apesar das apostas em uma resolução para a guerra, as negociações seguem sem avanço, o que provoca fuga para ativos seguros e maior cautela, com o dólar mantendo os ganhos e os preços do petróleo acima de US$ 110 o barril.
Para Leonardo Santana, especialista em investimentos da casa de análise Top Gain, até que haja alguma sinalização concreta de alívio no cenário externo, a tendência é que a volatilidade siga elevada e o investidor continue operando com o freio puxado.
"O mercado hoje é um retrato clássico de aversão ao risco. A geopolítica domina a narrativa, juros voltando a subir, petróleo pressionando inflação e uma clara migração para ativos mais defensivos", avaliou.
Na visão do responsável pela área de renda variável da Criteria, Thiago Pedroso, o mercado entrou em "compasso de espera quase total" e ninguém quer tomar um risco grande antes de saber se o prazo de Trump produzirá acordo ou nova escalada.
"Hoje, o mercado não está olhando para dado. Está olhando para o relógio", afirmou.
As ameaças conduziam as perdas dos principais índices de ações em Wall Street e em São Paulo, enquanto o dólar subia ante várias divisas de países emergentes, incluindo o real.
Câmbio
Após exibir altas em diferentes momentos da sessão, o dólar fechou a terça-feira praticamente estável ante o real, após notícia de que a Casa Branca avalia uma proposta para estender o prazo dado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, para que o Irã aceite um acordo e reabra o Estreito de Ormuz.
O dólar à vista fechou com leve alta de 0,16%, aos R$ 5,1549. No ano, a divisa passou a acumular recuo de 6,09%.
O ultimato dado ao Irã permeou os mercados globais nesta terça-feira, sem que surgisse uma solução até o momento para que o Estreito de Ormuz seja reaberto à navegação. O prazo dado originalmente por Trump para que um acordo seja fechado vai até 21h (pelo horário de Brasília).
Pela manhã, Trump reiterou as ameaças contra o Irã e disse que "uma civilização inteira morrerá esta noite" se não for alcançado um acordo. Em contrapartida, uma fonte iraniana afirmou que "toda a região e a Arábia Saudita cairão na escuridão total com os ataques de retaliação do Irã".
Neste cenário, o dólar à vista atingiu a cotação máxima intradia de R$ 5,1738 (+0,53%) às 14h, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior, como o peso chileno e o rand sul-africano.
No fim da sessão, no entanto, a notícia de que Trump foi informado sobre uma proposta do Paquistão para estender em duas semanas o prazo dado ao Irã trouxe certo alívio para os mercados globais de moedas. A Casa Branca prometeu uma resposta.
Em função disso, o dólar à vista se reaproximou da estabilidade ante o real, enquanto a divisa para maio, negociada até mais tarde na B3, desacelerou.
CNN