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Dólar hoje tem leve alta com tensão no Oriente Médio e expectativa por decisões de juros no Brasil e nos EUA

Impasse nas negociações envolvendo Irã e Estados Unidos adiciona cautela nos mercados


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O dólar hoje fechou em alta diante do impasse nas negociações de paz no Oriente Médio durante a véspera de decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) e do Federal Reserve (Fed). Nesta terça-feira (28), a moeda americana registrou um avanço de 0,01% sobre o real, cotada a R$ 4,9824 na venda.

No sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, cancelou o envio de negociadores a Omã e afirmou que "se o Irã quer conversar, então pode nos ligar ou vir aos EUA. Vamos negociar pelo telefone". O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, deixou o Paquistão sem avanços e seguiu à Rússia.

Segundo a Associated Press, o Irã propôs encerrar o bloqueio do Estreito de Ormuz e reabrir portos em troca de retirar seu programa nuclear das negociações com os Estados Unidos, proposta mediada pelo Paquistão e vista como improvável por Trump, que exige o fim do programa atômico.

"Após o envio da proposta iraniana de negociação de paz ontem (27), fontes da Casa Branca confirmaram que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se mostrou insatisfeito em relação ao documento enviado por Teerã, que busca discutir o programa nuclear do país apenas após o fim da guerra", diz Bruno Cordeiro, especialista em inteligência de mercado da Stonex.

As incertezas com a guerra dos EUA e Israel contra o Irã, que completa dois meses, impulsionaram o petróleo e limitaram o fôlego dos índices de Nova York, enquanto as Bolsas europeias fecharam sem sinal único em meio a balanços corporativos. A

Por aqui, a atenção recaiu sobre o IPCA-15, divulgado hoje, que mostrou um resultado abaixo do estimado pelo mercado. A expectativa era de aceleração, uma alta de 0,98% em abril, após avanço de 0,44% em março. O resultado final divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi de 0,89% em abril, 0,45 ponto percentual (p.p.) acima do resultado de março (0,44%).

Ainda que menor que o esperado, o indicador mostrou aceleração da inflação no País, o que corrobora a expectativa de menor corte da Selic da maior parte dos analistas de mercado.

No radar, permaneceu ainda a pesquisa Atlas/Bloomberg, que mostra o presidente Lula com 46,6% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 39,7% no primeiro turno.

Em relação ao levantamento anterior, Lula oscilou positivamente 0,7 ponto porcentual, enquanto Flávio variou negativamente 0,4 ponto porcentual, e, em eventual segundo turno, ambos aparecem empatados tecnicamente.




















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