Porto Velho (RO)08 de Julho de 202618:25:09
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Irã chama Trump de "criminoso" e rebate ameaças: 'Estamos esperando'

Declaração ocorre em resposta às ameaças de Donald Trump de pôr fim ao acordo de cessar-fogo e lançar novos ataques contra o Irã


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Arte / Metrópoles

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Depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, romper a trégua com o Irã e ameaçar novos ataques, autoridades iranianas reagiram às declarações. O porta-voz da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano disse nesta quarta-feira (8/7) que o país está preparado e prometeu que "nenhum soldado americano voltará vivo".

"Trump voltou a falar sobre a ocupação da Ilha de Kharg", escreveu o parlamentar em uma publicação na rede social X. "Venham — estamos esperando por vocês — e prometemos que nenhum soldado americano voltará vivo".

Já o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, chamou o presidente norte-americano de "criminoso e assassino". Segundo ele, as declarações de Trump representam o fracasso da estratégia adotada por Washington ao longo dos últimos anos.

"As declarações de hoje de Trump, desde os insultos à nação iraniana até as ameaças de ataques adicionais, não são um sinal de poder, mas sim uma confissão do fracasso de uma política que, por anos, foi construída sobre força bruta, sanções e ameaças, e que não conseguiu dobrar a nação iraniana", escreveu.

Trump diz que acordo "acabou"

Nesta quarta, durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), realizada em Ancara, na Turquia, Trump afirmou que considera encerrado o memorando de entendimento firmado entre Washington e Teerã em junho, criado para estabelecer um caminho rumo a um cessar-fogo definitivo.

"Para mim, acabou. Vou falar com nossos negociadores. Eles querem negociar. São boas pessoas, mas precisam me dar um retorno. Na minha opinião, é pura perda de tempo lidar com eles", declarou.

O presidente norte-americano também voltou a atacar o governo iraniano e acusou as autoridades iranianas de agirem de má-fé.

"Eles agiam como valentões no Oriente Médio, mas não são mais os valentões . São mentirosos. Há algo de errado com eles. São loucos. Eles são lixo, são pessoas doentes, são governados por pessoas doentes e são pessoas cruéis e violentas. E se tivessem uma arma nuclear, a usariam", afirmou.

Apesar das declarações, Trump afirmou acreditar que ainda existe espaço para novas negociações entre os dois países.

Irã acusa EUA de violar entendimento

Antes da fala do presidente Trump, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, já havia acusado os Estados Unidos de descumprirem o memorando firmado em 18 de junho.

Em comunicado, o chanceler classificou a decisão norte-americana como uma "violação flagrante" do entendimento.

"Menos de 20 dias após a assinatura do Memorando de Entendimento de Islamabad, o anúncio da revogação da licença geral emitida em 21 de junho é mais uma demonstração da má-fé, inconsistência e falta de confiabilidade do governo dos EUA", afirmou.

O memorando previa um arcabouço para negociações destinadas a alcançar um cessar-fogo permanente após semanas de confrontos entre os dois países.

Nova escalada militar

As declarações ocorrem em meio a uma nova rodada de ataques entre Estados Unidos e Irã.

Ao longo dessa terça-feira (7/7), o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou ter bombardeado mais de 80 alvos iranianos, alegando que a ofensiva foi uma resposta a supostos ataques do Irã contra três embarcações comerciais que navegavam pelo Estreito de Ormuz.

Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter lançado uma operação conjunta com mísseis e drones contra instalações militares norte-americanas no Bahrein e no Kuwait.

Segundo comunicado divulgado pelo grupo, foram atingidas 85 instalações estratégicas dos Estados Unidos, em uma ação descrita por Teerã como a "resposta inicial" à ofensiva americana.

A nova troca de ataques eleva novamente a tensão no Oriente Médio e coloca em risco os esforços diplomáticos iniciados nas últimas semanas para encerrar o conflito entre Washington e Teerã.

Metrópoles


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