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MMA de robôs: ciborgue arranca cabeça de rival no octógono e luta viraliza; VEJA

Os confrontos são realizados em uma arena de formato hexagonal, com regras próprias para analisar a estabilidade das máquinas


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A China deu um novo passo na área de robótica ao promover, em 16 de julho de 2026, uma competição de MMA protagonizada por robôs humanoides. O evento foi realizado em Shenzhen e marcou a estreia da Ultimate Robot Knock-out Legend (URKL), liga criada pela empresa chinesa EngineAI.

A disputa reúne máquinas desenvolvidas para reproduzir movimentos de combate e testar, em uma situação prática, diferentes recursos tecnológicos. Entre os pontos avaliados estão equilíbrio, coordenação dos movimentos, resistência a impactos, percepção do ambiente e capacidade de resposta durante as lutas.

Para a competição, todas as equipes utilizam o modelo T800 como plataforma. Depois das etapas classificatórias, 32 grupos garantiram vaga na fase presencial e receberam um exemplar do robô para implementar modificações e aprimoramentos nos sistemas de hardware, software e controle.

A seleção contou com mais de 200 equipes de dez países, mostrando o interesse internacional pelo novo formato de competição envolvendo robótica humanoide.

Os confrontos são realizados em uma arena de formato hexagonal, com regras próprias para analisar a estabilidade das máquinas, a eficiência dos golpes e a resistência dos equipamentos durante os embates.

Apesar da aparência de autonomia, os robôs ainda contam com participação humana. Durante as lutas, operadores podem enviar comandos às máquinas, o que faz com que a competição também funcione como um teste da interação entre humanos e sistemas robóticos em situações de alta exigência.

Utilidades de robôs humanoides

Fabricantes chineses de robôs apresentaram robôs humanoides que fazem tarefas como separar encomendas, montar arranjos de flores de lã e ajudar em afazeres domésticos durante uma conferência em Pequim, nesta quinta-feira (20). As empresas, agora, procuram uma transição do entretenimento do público para aplicações comerciais mais amplas.

Durante anos, os visitantes da Conferência Mundial de Robôs compareciam para ver robôs humanoides dançando, tocando instrumentos ou lutando boxe. No entanto, neste ano, o foco está em transformar o entusiasmo em torno dos humanoides em trabalho útil.

"No passado, muitos robôs eram projetados principalmente para demonstrações ou apresentações. Agora, muitos robôs são realmente funcionais", disse Xu Yue, um visitante presente na conferência.

Além do ambiente fabril, Caroline Zhang, outra visitante, expressou um otimismo crescente em relação às aplicações domésticas — particularmente nos cuidados domiciliares e na assistência a idosos —, áreas onde as mudanças demográficas na China estão impulsionando a demanda por automação.

Mais de 300 empresas, a maioria delas chinesas, participam da Conferência Mundial de Robôs — que vai até domingo (23 de agosto) —, exibindo mais de 2.000 itens e lançando mais de 150 produtos, segundo os organizadores.

O evento ocorre em meio a um aumento do interesse de investidores por robôs humanoides, vistos como uma nova fonte potencial de crescimento industrial para a China e um campo de disputa tecnológica com os Estados Unidos.

As imagens são da Reuters.


d24am


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