Porto Velho (RO)17 de Setembro de 202616:54:15
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EUA anunciam novas sanções contra empresas e autoridades de Cuba

Medidas atingem empresas de mineração, estruturas militares e autoridades ligadas ao governo cubano.


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Os Estados Unidos anunciaram, nesta quinta-feira (17), uma nova rodada de sanções contra 11 empresas e indivíduos ligados ao governo cubano. A medida foi divulgada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e amplia a pressão econômica de Washington sobre Cuba.

Entre os alvos estão quatro empresas estatais responsáveis pela exploração de níquel, além de quatro companhias militares que atuam em pesquisas, desenvolvimento de sistemas de armas e capacidades navais. Três oficiais que comandam essas estruturas também foram incluídos nas restrições.

As sanções têm como base a Ordem Executiva 14404, assinada pelo presidente Donald Trump. O documento estabelece medidas contra pessoas e organizações consideradas envolvidas com repressão em Cuba ou com questões relacionadas à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos.

Níquel é um dos principais alvos

Segundo Marco Rubio, o governo cubano utiliza os recursos minerais do país para obter financiamento destinado a estruturas militares e de segurança. O secretário afirmou que os Estados Unidos não pretendem permitir que integrantes da estrutura militar cubana sejam beneficiados pela exploração desses recursos.

A nova medida ocorre após outras sanções aplicadas neste ano contra empresas e instituições cubanas ligadas aos setores de mineração, energia, combustíveis e finanças.

Em junho, por exemplo, os Estados Unidos já haviam sancionado a empresa Minera La Victoria. Posteriormente, outras restrições atingiram autoridades cubanas e organizações ligadas às Forças Armadas Revolucionárias.

Pressão econômica aumenta

Nos últimos meses, Washington ampliou as medidas contra diferentes setores da economia cubana. Entre os alvos anteriores estão o presidente Miguel Díaz-Canel, Alejandro Castro Espín, filho de Raúl Castro, além do Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba.

Em setembro, as restrições também alcançaram Fidel Ernesto Castro Calis, neto de Raúl Castro, e o Banco Exterior de Cuba. Empresas relacionadas aos setores energético e de recursos naturais também foram incluídas nas medidas.

O governo cubano critica as sanções e afirma que as restrições econômicas impostas pelos Estados Unidos aumentam as dificuldades enfrentadas pela população.

O vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, Carlos Fernández de Cossío, declarou recentemente que a pressão norte-americana tem impactos sobre áreas como energia, abastecimento de água, transporte e funcionamento de hospitais. Segundo ele, a falta de combustível prejudica a geração de eletricidade e outros serviços essenciais.

Cuba também rejeita a possibilidade de realizar mudanças políticas determinadas pelo governo dos Estados Unidos.

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