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O jornal britânico Financial Times (FT) publicou uma reportagem na qual compara o estilo de política da família Bolsonaro com o do presidente dos EUA, Donald Trump. A publicação, intitulada "Escândalo e sucessão na Casa dos Bolsonaro", foi ao ar no último sábado (26/9).
"Conheça os Bolsonaros: um clã tão radical quanto disfuncional. Oscilando entre o conservadorismo e o caos, eles praticam um estilo de política paranoico. Assim como a família Trump, eles personificam o espírito político da década de 2020: o superficial e o sinistro, a fusão entre celebridades, redes sociais e a busca pelo poder", iniciou o jornal.
Na reportagem, o FT cita o conflito interno entre Flávio e sua madrasta Michelle Bolsonaro (PL-DF), destacando o vídeo publicado em junho por ela mesma nas redes sociais. O epísódio foi chamado de o mais recente de um "reality show político fascinante":
"Que havia animosidade entre Michelle e seus enteados não era segredo. Mas isso foi uma bomba", analisou o artigo. "O desabafo de Michelle em junho foi apenas mais uma controvérsia em um drama familiar contínuo, digno de uma telenovela . ‘Quase pensamos que tudo tinha acabado’, disse um assessor da campanha de Flávio".
Sobre Flávio, a reportagem afirma que, desde sua nomeação como candidato à Presidência, ele se envolveu em uma série de problemas, desde um envolvimento com um suposto fraudador (em referência ao envolvimento com o ex-banqueiro do banco Master, Daniel Vorcaro).
Apesar disso, segundo a publicação, franquia familiar que Jair Bolsonaro construiu "pode estar prestes a retornar ao poder de forma surpreendente". Para o FT, parte do pequeno grupo de eleitores indecisos do Brasil está se inclinando para Flávio, cuja base eleitoral de seu pai se concentrava nas classes média e alta e entre os evangélicos.
Interferência dos EUA nas eleições
A reportagem diz que Lula resiste à pressão de Washington e alerta que a potencial interferência dos EUA no país tem como objetivo favorecer os Bolsonaro, aliados de longa data de Trump.
"Flávio promete reparar as relações do Brasil com os EUA e com aliados ideológicos como Israel e Argentina. Um novo mandato de Bolsonaro poderia ser um elo importante nessa corrente, permitindo maior cooperação contra os cartéis e mais acesso dos EUA ao fornecimento brasileiro de terras raras", afirma a publicação.
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