O primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, afirmou nesta quinta-feira (1º) que o país não permitirá que seu território seja utilizado para ataques contra nações vizinhas. A declaração ocorreu um dia após a saída das últimas tropas dos Estados Unidos do território iraquiano.
Durante um discurso realizado no Dia da Soberania, al-Zaidi destacou o que considera avanços na recuperação da autonomia do país. Entre eles, citou o fim da presença de grupos armados estrangeiros e a proibição do uso do Iraque como ponto de partida para ataques contra outros países da região.
" o fim da presença de qualquer oposição armada estrangeira no território iraquiano, e a proibição de usar o Iraque como ponto de partida para ataques contra países vizinhos", afirmou o primeiro-ministro.
Retirada das tropas americanas
As últimas forças dos Estados Unidos deixaram o Iraque na quarta-feira (30), encerrando uma presença militar que, segundo o texto, durou cerca de 12 anos.
As tropas americanas estavam no país desde 2014, quando os Estados Unidos lideraram uma coalizão internacional criada para combater o avanço do Estado Islâmico (ISIS) no Iraque e na Síria.
Antes desse período, os EUA também mantiveram tropas no território iraquiano entre 2003 e 2011, durante a guerra no país.
Desarmamento de milícias
A saída das forças americanas ocorre em meio a discussões sobre o futuro da segurança no Iraque e a atuação de grupos armados apoiados pelo Irã.
Um acordo firmado entre Bagdá e Washington em 2024 estabeleceu que o Iraque iniciaria um processo de desarmamento de facções e milícias presentes no território. Como parte da medida, integrantes desses grupos poderiam ser incorporados às forças de segurança do país.
Algumas organizações aceitaram a proposta, mas outras continuam resistentes. A Resistência Islâmica do Iraque (IRI), coalizão formada por milícias xiitas, rejeitou entregar suas armas ao Estado.
O grupo é estimado em entre 50 mil e 70 mil integrantes, segundo as informações apresentadas no texto.
Metrópoles