Porto Velho (RO)24 de Outubro de 202609:22:32
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Protestos na França escalam após adolescente perder a mão em confrontos

Jovem de 15 anos perdeu a mão e outro adolescente, de 14, ficou gravemente ferido; entidades criticam atuação da polícia.


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Os protestos estudantis que tomam conta da França ganharam novos episódios de violência nesta terça-feira (6). Manifestações em diferentes regiões do país terminaram em confrontos entre jovens e policiais, enquanto estudantes e professores cobram melhorias nas condições da educação.

Em Lens, no norte da França, um adolescente de 15 anos perdeu a mão durante os confrontos. Segundo relatos, o jovem teria pegado uma granada de efeito moral utilizada pela polícia na segunda-feira (5).

O prefeito François-Xavier Lauch informou que uma investigação foi aberta para apurar o caso.

Outro adolescente ficou gravemente ferido

Outro caso envolvendo um jovem de 14 anos também provocou repercussão. Eden L. ficou gravemente ferido após ser atingido à queima-roupa por um disparo de um lançador de granadas de gás lacrimogêneo.

O episódio aconteceu na semana passada, do lado de fora da escola profissionalizante Chateau d'Epluches, em Saint-Ouen-l'Aumone. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram três policiais abordando o adolescente nas proximidades de uma manifestação.

Segundo familiares e advogados, Eden não participava do protesto.

Entidades denunciam uso excessivo da força

A atuação da polícia passou a ser questionada por organizações de direitos humanos. A Comissão Consultiva Nacional de Direitos Humanos da França (CNCDH) demonstrou preocupação com o que classificou como uso desproporcional da força e com a abertura de processos judiciais contra jovens.

A comissão pediu que as autoridades adotem máxima moderação tanto no uso da força quanto nas medidas judiciais relacionadas aos protestos.

A Anistia Internacional também fez um alerta antes das manifestações desta terça-feira (6). A organização pediu a redução das tensões e afirmou que as autoridades francesas devem respeitar as obrigações relacionadas aos direitos humanos.

Para a entidade, crianças e adolescentes que participam pacificamente das mobilizações em defesa da educação devem ser protegidos, e não submetidos à violência policial, ao uso de gás lacrimogêneo ou a detenções arbitrárias.

Protestos se espalham pelo país

As manifestações começaram no mês passado, nos subúrbios de Paris, e posteriormente se espalharam por diversas regiões da França. O movimento reúne estudantes e professores que reivindicam melhores condições para a educação.

A resposta do governo incluiu o emprego da polícia de choque, enquanto milhares de pessoas foram detidas durante os protestos, muitas delas menores de idade.

Com o aumento da tensão, o presidente francês, Emmanuel Macron, convocou ministros para discutir a resposta do governo às manifestações, segundo informações da imprensa local.

CNN Brasil


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