O advogado Jonatha Carvalho Matos, responsável pela defesa da influenciadora Malévola Alves, afirmou nesta quarta-feira (21) que não recebeu contato do Ministério das Relações Exteriores (MRE) durante as negociações para a liberação da brasileira no Egito.
Em entrevista ao Metrópoles, o defensor relatou dificuldades para obter informações do consulado brasileiro no Cairo enquanto tentava acompanhar o caso. Malévola foi detida após a publicação de vídeos nas redes sociais que, segundo as autoridades egípcias, continham comportamentos de conotação sexual e assédio a pedestres.
Defesa relata demora no contato consular
De acordo com Jonatha, a equipe jurídica procurou o consulado brasileiro na terça-feira (20), mas não recebeu uma resposta imediata. Na ocasião, foi informada de que representantes consulares visitariam o local de detenção na quarta-feira para buscar informações.
Ao entrar novamente em contato no dia seguinte, porém, a defesa recebeu a previsão de que a visita ocorreria apenas na quinta-feira (22).
O advogado afirmou que o trabalho para conseguir a liberação das brasileiras foi realizado em conjunto com outras pessoas que acompanhavam a situação.
Questionado sobre a informação de que o Itamaraty monitorava o caso desde a noite de terça-feira, Jonatha reconheceu que o ministério pode ter mantido contato diretamente com as autoridades do Egito, mas ressaltou que não houve comunicação com a defesa.
O que diz o Itamaraty?
Procurado pelo Metrópoles, o Ministério das Relações Exteriores informou que acompanha o caso por meio da Embaixada do Brasil no Cairo desde a noite de terça-feira (20).
Segundo a pasta, foram oferecidas assistência consular às brasileiras e orientações jurídicas, além de apoio no contato com as autoridades locais.
O ministério também explicou que o atendimento consular pode começar após uma solicitação do próprio cidadão ou, dependendo da situação, de seus familiares. Por questões de privacidade, a pasta afirmou que não divulga detalhes individuais dos atendimentos.
Influenciadoras foram liberadas após pagamento de fiança
Malévola Alves e Bruna Mercatelli foram detidas no Egito na terça-feira (20), após a divulgação de vídeos nas redes sociais.
Segundo o Ministério do Interior egípcio, as gravações mostravam comportamentos de conotação sexual e assédio a pessoas em espaços públicos.
As duas foram liberadas na quarta-feira (21), após o pagamento de fiança. De acordo com a assessoria de Malévola, o valor foi de 110 mil libras egípcias, equivalente a aproximadamente R$ 10,1 mil.
Uma amiga das influenciadoras, Larissa Maia, publicou que as duas embarcaram de volta ao Brasil na tarde de quarta-feira.
NC news