Porto Velho (RO)29 de Outubro de 202613:18:43
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Assessor de Milei organizou fuga de Flávio Bolsonaro, diz jornal argentino

Flávio Bolsonaro e sua família desembarcaram nos Estados Unidos na manhã dessa quarta-feira (28/10)


Imagem de Capa

Joe Raedle/Getty Images

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Santiago Caputo, principal assessor do presidente argentino, Javier Milei, teria ajudado a organizar a saída de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil rumo aos Estados Unidos. A informação foi divulgada pelo jornal argentino Clarín.

Na noite de terça-feira (27/10), Caputo esteve em Puerto Iguazú, na Argentina, de onde o senador embarcou em um voo particular com destino ao exterior.

Segundo a publicação, a articulação teve acompanhamento dos Estados Unidos e envolveu órgãos argentinos, como a Secretaria de Inteligência do Estado (SIDE) e a Direção Nacional de Migrações.

Fontes ouvidas pelo jornal afirmaram que o assessor teria monitorado a operação desde o início, acompanhando o caso a partir da contratação de um voo da companhia argentina Baires Fly por empresas ligadas à Embaixada dos Estados Unidos.

O assessor saiu de Buenos Aires em direção a Puerto Iguazú em um voo comercial e "acompanhou cada etapa da operação para garantir o transporte da família Bolsonaro, com uma preocupação central: impedir que fotos ou vídeos do que acontecia no local fossem divulgados."

Além disso, às 10h43 de terça, o assessor de Milei publicou, na rede X, uma imagem do filme O Grande Truque, dirigido por Christopher Nolan, que retrata a rivalidade entre dois mágicos. Veja imagem:

 Reprodução/ X/ slcaputo



Desenho do filme "o grande truque"

Fuga

O senador Flávio Bolsonaro (PL) e sua família desembarcaram no Miami-Opa Locka Executive Airport, em Miami, nos Estados Unidos, por volta das 10h25 (horário de Brasília) dessa quarta-feira (28/10).

Durante a madrugada, o governo argentino confirmou a passagem do parlamentar pelo país na noite de terça-feira (27/10).

Em comunicado, a Direção Nacional de Migrações da Argentina informou que ele cruzou a fronteira pela Ponte Internacional Tancredo Neves, em Misiones, por volta das 22h50, e deixou o território 40 minutos depois.

O senador estava acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e das filhas. Segundo o órgão, os quatro apresentaram documentos de viagem válidos e não tinham impedimentos legais para entrar no país. Ainda de acordo com a migração, às 23h30, a família embarcou em um voo privado da companhia Baires Fly. O destino informado no plano de voo era Guayaquil, no Equador.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ter sido informado de que Flávio estaria na Argentina, mas afirmou não saber seu paradeiro exato. Ele deu sinal verde para a entrada do senador e de sua família nos EUA.

O ex-presidenciável não podia deixar o Brasil por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na segunda-feira (26/10), o magistrado determinou que Flávio entregasse os passaportes após pedido da Polícia Federal. O ministro é relator do processo em que o senador e o advogado Willer Tomaz são investigados por lavagem de dinheiro.

Carta

Nessa quarta, o senador publicou uma carta e se apresentou como "o verdadeiro presidente eleito do Brasil".

"Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos", afirma o senador na carta.

Após a repercussão, Flávio editou a carta e retirou o trecho onde se autodeclarou "verdadeiro presidente eleito". Na nova versão, ele se apresentou como "líder do Brasil".

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reeleito após conquistar 64,2 milhões de votos no 2º turno — quase 4,5 milhões de votos a mais que Flávio. A eleição foi reconhecida pelo Judiciário do Brasil, por organismos internacionais e pela oposição, incluindo o PL, partido de Flávio.


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